Festival das Quatorze Chamas

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Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por The Mother em Dom Mar 25, 2018 9:54 pm

Festival das Quatorze Chamas
Dragões voaram em todas as direções do mundo conhecido, entregando convites todos devidamente assinados pelos quinze Arcontes da Cidade Franca, convidando todos aqueles que se sentiam dispostos à participarem no grande festival das Quatorze Chamas, um grande e popular festival que era realizado a cada dez anos, comemorando o poder e a dádiva dos dragões. Muitos acharam estranho a chamada dos Arcontes, outros, entretanto, viram ali uma possibilidade de cair nas boas graças dos Senhores dos Dragões.

Meses de preparações passaram e, enquanto respostas vindas em corvos chegavam de todas as partes do mundo, Valíria se aprontava para receber o maior número de estrangeiros que alguma vez recebera. Escravos trabalharam mais nas imensas montanhas de fogo, escavando os minérios que os Valirianos tanto desejavam, enquanto os Arcontes preparavam a decoração da cidade.

Então, finalmente, chegara a data que o mundo inteiro esperava para ver. A Cidade Franca jamais estivera tão animada, bordéis cheios, bardos cantavam nas ruas em Alto Valiriano, bandeiras com as cores de Valíria estavam espalhadas por todas as ruas, decorando as paredes feitas de pedra vulcânica tão escura como a noite. Os convidados olhavam espantados para a beleza da capital do maior e mais poderoso império que alguma vez tocou a face da terra; eram calorosamente recebidos pelos nativos, contudo, os dragões, imponentemente sentados em cima dos prédios, olhavam para tantos estrangeiros com o maior desprezo possível. Contudo, naquele dia, nenhum dragão se atrevia a pousar no chão da Cidade Franca.

No Parlamento, coração da cidade, a história era um pouco diferente. Havia imensos soldados, montados em dragões pequenos e ferozes, que observavam meticulosamente os movimentos daqueles que não possuíam o sangue de dragão; havia, também, outro batalhão devidamente armado com longas lanças de aço valiriano junto ao grande e decorado palanque aonde os Arcontes dariam seu discurso.

O comércio estava agitado no Parlamento, fora dada a autorização para que comerciantes de todo o mundo criassem pequenas barracas no Fórum da Cidade, perto dos templos dos deuses valirianos. As filas das melhores termas da cidade estendiam-se por quilómetros, enquanto muitos sonhavam em poder banhar-se nas águas terapêuticas das termas da Cidade Franca.
Mulheres contratadas pelo governo distribuíam flores pelos convidados por todos os cantos. Grande parte da população tinha sido instruída para aprender um pouco das línguas estrangeiras, por tanto, não havia a preocupação da falta de comunicação. Sob as pontes de pedra que criavam uma travessia entre as ilhas separadas pelos canais de lava, estavam soldados que advertiam à todos que passavam para tomarem cuidado com a travessia.

Dragões voavam nos céus pintados de cinzento graças às nuvens que saiam das Quatorze Chamas, que, por sua vez, crepitavam ao longe. Pequenas cinzas caíam dos céus como uma pequena chuva acolhedora. Contudo, não havia uma única alma que não estivesse se divertindo naquele belíssimo festival que, por mais religioso que pudesse ser, não passava de uma maneira de Valíria afirmar seu poder.


Indicações

—Após este post, é possível postar no festival. O mesmo é concentrado no coração da cidade, junto a termas, teatros e templos mas os posts pela cidade são livres, tal como a criação de rps secundárias durante o festival.

— Seguindo o novo sistema de treinos e tendo em conta que este é um evento oficial do fórum, os treinos estão liberados apenas no tópico do evento. Os treinos livres não se aplicam a rps externas, mesmo que sejam no ambiente do evento.
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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Siënna Vhassenohr em Seg Mar 26, 2018 6:02 am

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Siënna não se permitia dormir durante as viagens, mas tinha sido inevitável. Estavam perto de uma estalagem e a dupla descera dos cavalos, para que a jovem de Pentos pudesse dormir. E o assassino, sempre ficava de guarda, até que dormisse. Afinal, não podiam se dar ao luxo de dormirem sem garantir a segurança. Uma prostituta e um homem sem rosto. Era algo incomum, mas desde os 16 anos da morena, viajavam juntos. E havia seis anos. E tinham explorado Essos e outros países de cima a baixo. Na madrugada seguinte, fechariam o trajeto até Valyria. Onde tinha ido pouquíssimo. E ao acordar, percebeu que sua cabeça estava sobre o peito de Asura. Era normal, afinal sendo praticamente a concubina e aliada do mesmo, dividiam o mesmo leito. Ela acordou primeiro. E tomou as devidas providências para que seguissem com a viagem.

O restante da viagem não fora longo. Agora que ambos estavam descansados, continuaram com o trajeto, e antes que o sol surgissem, tinham chegado à Valyria. O real motivo de irem até lá? Um dos serviços do homem sem rosto. Ela o seguia, depois de guardarem os cavalos, a pé. Em busca do alvo, a jovem nunca se afastava do maior. Não que ela não soubesse se proteger. Seis anos com aquele assassino, tinha lhe ensinado algumas coisas. Caminhavam pelas ruas da cidade, até pararem e perceber que tinham achado o alvo do mesmo. Era sua deixa. Ela seduzia os alvos, para que pudessem ser mortos.

Respirou fundo, e apenas tirou sua capa de viagem, jogando aos braços do mais velho. E entrou no recinto, com sua expressão mais vadia possível. — Olá, rapazes. Eu fui mandada para um tal de Syrioh Kahpoor. Alguém sabe onde o acho? — Perguntou, com a expressão ainda de vadia, e quando o mesmo se apresentou, sorriu maliciosamente. — Venha, odeio interrupção. — Sorriu, segrando-o pela a mão, levando-o para um quarto qualquer. Ao chegarem, ela sabia bem que estaria sendo observada. Em seis anos, já tinha se acostumado. Mordeu o próprio lábio inferior, e sorriu. Derrubou com cautela, o homem na cama, e colocou-a por cima dele. As posições mudaram, e logo sentiu uma mão sobre o tecido do vestido que usava, e apenas esperou. Quando percebeu, viu o corpo do alvo ao chão, seu vestido sujo de sangue. Asura olhava-a entediado, apenas ouvido um 'ele ia tirar seu vestido, isso é função minha'.

Ela revirou seus olhos claros, e começou a buscar seus pertences para que pudesse pegar um vestido. Sabia que não iria embora naquele dia, pois era loucura chegar e sair ao mesmo dia. Não eram de ferro e claro, deviam se livrar do corpo. Respirou fundo, e ao achar o que queria, se deu por satisfeita. Um vestido preto com detalhes roxo escuro, e uma fenda nas pernas, que tinha ganhado em Myr, em um de seus serviços de acompanhante. — Não vou sair na rua com um vestido sujo de sangue. Aproveite a vista. — Depois de tirar o vestido, não se importou de ficar nua na frente do mesmo. Não tinha nada que ele não tivesse visto. Logo trocou-se de roupa. E saíram do quarto, para andarem pela a cidade.

A mentira que contavam para desconhecidos, era que eram noivos, e que gostavam de viajar, por isso não ficavam muito tempo no mesmo local. E ao chegarem na parte central da cidade, a surpresa de ambos, por um festival, foi grande. Ela o olhou com uma expressão de 'E agora?' Não soltou do braço que segurava, apenas ficou o mais perto que possível. Afinal, nunca tinham entrado numa cidade, sem saberem se teria um evento ou não. Respirou, completamente ansiosa e deixou que fosse guiada. Siënna Vhassenohr estava não com medo. Mas receosa, afinal era uma cidade desconhecida. E tudo podia dar errado. Então, olhou ao redor. Era uma bela festa, ela tinha de admitir.

Siënna veste Isso e seus cabelos estão soltos.



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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Asura em Ter Mar 27, 2018 2:19 am

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A noite caía sobre seus ombros. Os olhos fixavam-se no horizonte logo à frente, mas nem por olhar para uma direção constantemente, deixava de estar atento ao que acontecia ao redor. Sem que precisasse mexer um músculo, tinha em mente que não estava só. Pois, além de ouvir o caminhar calmo das patas do cavalo que montava, escutava mais quatro patadas no solo. Sobre a égua ao lado, estava uma figura escondida por um véu, acobertada contra as correntes frias de vento. A coloração, uma mistura de cinza com roxo, abaixo dos globos oculares daquela, denunciava a sua necessidade de repousar e descansar por um tempo. Diferente da mesma, Asura já havia suportado dezenas de dias e noites sem parar um segundo, exceto para saciar a sede ou a fome.

Atendeu o pedido alheio de parar o trajeto em uma estalagem próxima. Como de costume, informaram ao dono que era um casal de noivos em uma viagem eterna, em busca de aventuras antes de firmar o casamento. O mais velho recebeu a chave do quarto em mãos e acompanhou a mais nova até o local, guiando-a pela escada, onde aproveitou, assim que ninguém os olhava mais, para apertar a nádega dela. Aguardou perto da janela, sentado de fronte ao vidro, mirando o exterior. O silêncio era uma condição perfeita para leva-lo ao sono, ainda mais estando sentado em uma cadeira confortável. Despiu-se, já que era do tipo que preferia dormir sem um resquício de tecido. Na cama deparou-se com uma situação familiar: ela também era desse tipo; e só estava fingindo dormir.

Assim que o Sol veio a clarear o céu, eles partiram para findar a missão dada. A propósito, de fato era uma missão o motivo para leva-los àquele percurso tão longo. Valyria, o reino onde habitam os répteis voadores que cospem fogo. Neste lugar estaria o homem, de acordo com os dados passados por seu mestre, que deveria ser morto para depositar um sorriso no rosto de seu Deus; o Deus de Muitas Faces. Já que o estoque de veneno estava baixo, óbvio que o correto a se fazer era poupar e aplicar outro meio, apesar de não agradar tanto os demais membros da guilda. Já dentro da cidade, um dos ensinamentos referia-se a passar despercebido, ou seja, mesclar-se com a população local e parecer o mais natural possível. Um cidadão qualquer. Nisso, o traje que vestia era algo padrão entre os residentes de Valyria, uma expressão facial indiferente para não chamar a atenção. Certas vezes, fitava a direta e ver se Siënna o imitava. Parecia tudo ok.

O momento de entrar em ação chegou. Vestiu o manto e usou deste para ocultar seu rosto. A prostituta atacou o alvo primeiro, à sua maneira. Uma mulher naturalmente sensual, que chama atenção e olhos por suas curvas e traços volumosos, era perfeita para o papel de seduzir a vítima, enquanto o assassino andava pelas sombras e abater. O combinado era aguardar cerca de 10 minutos, porque era o suficiente para a prostituta fazer o seu trabalho. Quando deu esse tempo, invadiu o recinto na surdina por uma janela felizmente aberta. Na calada da madrugada, moveu os pés com destreza para evitar qualquer infortúnio como ser notado. Os ouvidos souberam dizer em qual quarto estavam, por conta da respiração falsamente ofegante da menina. Ótimo. Com cuidado, girou a maçaneta. A atenção do homem estava voltada a Siënna, se não estivesse completamente preso nela, teria percebido a adaga atravessando seu tronco, enquanto uma mão tampava sua boca. Foram três estocadas bem no centro. O corpo, já morto, caiu sobre ela e banhou o vestido curto em sangue.

— Ele ia tirar seu vestido. Isso é função minha. — Com um ar cínico, pronunciou Asura. Pegou o corpo de Syrioh e o envolveu com o manto, aquele mesmo que antes cobria o homem sem rosto. Deixou em um canto, pensando em como se livraria do corpo. A melhor coisa a ser feito era criar uma fogueira, em um espaço distante, e queimá-lo; daria a impressão de ser um tipo de acampamento de aventureiros. Assim que virou o rosto em direção à garota, percebeu que ela estava a se despir. — Irei. — Como dito antes, ela era dona de um físico escultural, digno de uma deusa em terras de homem. Com isso, não era novidade ele não desviar o olhar daquela, principalmente em seu melhor estado.

Após saírem do local da morte, conforme andavam pelas ruas, notavam a enorme quantidade de pessoas aglomeradas. Um festival celebrando Quatorzes Chamas, ou coisa do tipo, algo que Asura nunca ouvira falar. Siënna o mirou com uma indagação visível nos traços faciais. Ela questionava o que fariam a respeito da circunstância em que se viam. — Não sei você, mas vou fazer o que sei de melhor. — Correspondeu a troca de olhares, de jeito normal. Uma expressão séria, nada de diferente nele. No final, arqueou as sobrancelhas pela a cara que prostituta fez, provavelmente crendo que aconteceria um massacre. — Beber. — A fim de saciar as dúvidas alheias, complementou a frase.

Enlaçou a nuca por trás, com o braço, para depositá-lo sobre um ombro feminino. Apoiado nela, caminhou até uma taberna próxima. — É só para enfatizar o disfarce de “noivos”. — O volume do murmúrio era baixo o bastante para somente a morena escutar. — Aproveita que estou pagando hoje. — Disse em um tom mais claro, assim como alto. Rapidamente verificou se havia um pingo de sangue em suas vestimentas. Aparentemente nada, então empurrou a porta da pocilga. — Meu senhor, me vê o seu melhor vinho, porque quero embebedar esta... — Junto dela, aproximou-se do balcão do barman. — E não deixá-la lembrar o que acontecerá nesta noite. — Para findar, concedeu uma risada, que o homem barbudo seguiu.




Última edição por Asura em Ter Mar 27, 2018 1:54 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Syndor em Ter Mar 27, 2018 2:58 am

o festival
Syndor já tinha ouvido sobre as histórias não tão antigas quanto à origem dos Sem Rosto. Não era de se estranhar, afinal, não fazia tanto tempo em que a seita havia sido criada. E teve origem nos pedidos de socorro dos escravos de Valíria a milhares de deuses. Muitos desses pedidos ainda existiam. Talvez isso amargue a boca do querido leitor, sei que a minha, o narrador dessa história, amarga, mas não a do nosso herói. Ele, por mais que entendesse de tal escravidão, já estava velho demais para amargurar por situações tão longe de suas mãos. O Império Valiriano era algo tão poderoso que tornava impossível qualquer revolução. Os tempos de sonhar com um mundo melhor tinham passado para Syndor. Era um alívio.


Chegar à Cidade Franca não tinha sido um trabalho muito difícil. Na realidade, o assassino já sentia que o ócio da Casa do Preto e Branco corria-lhe as entranhas, foi, portanto, uma tarefa até prazerosa mexer um pouco os velhos ossos. Posto de seu rosto de costume, viajou e chegou. Terras quentes eram aquelas, o suor escorria em sua testa. Sentia o mormaço afagar sua cabeça, mesmo que o sol estivesse coberto por nuvens. “Talvez seja a presença dos dragões”, pensou. Talvez fosse mesmo, ou não. Imagine o leitor: se nem um Sem Rosto com 78 anos sabia a influência dos dragões ao certo, quem dirá eu? Passemos ao comércio.

Os comerciantes que ali tinham se estabelecido pareciam felizes; plausível, calcule a quantidade de dinheiro que fariam com um festival que reunia os mais diversos tipos de pessoas, ricos e pobres, mas principalmente os ricos, para comemorar a riqueza e poder de Valíria. Pessoas ricas comemorando riqueza? Os deuses abençoaram o mercantilismo, sem dúvida. Ou melhor, o Deus das Muitas Faces. Tenho de me policiar, preciso moldar-me aos padrões de Sem Rosto, agora que conto a história de um. Agora percebo: não contei o porquê do nosso herói estar aqui na Cidade Franca.

Já adianto, não foi para comemorar a riqueza e poder de Valíria, sequer para vender tapeçarias. Bem, já disse que ele estava absolutamente parado na Casa do Preto e Branco – começava até a achar que eles queriam aposentá-lo, já tinha até ouvido de alguns assassinos mais jovens coisas como “ele não tem uns 150 anos?”, uma ofensa, no mínimo. Além de sair do tédio, tinha um propósito ir para a Cidade Franca. Se bem se lembrava, quando estava no começo de sua vida como assassino – e isso se deu há muitos anos –, tinha passado por Valíria, na tentativa de obter informações sobre um senhor de escravos que crescia na época e precisava ser erradicado (não me pergunte se ele foi ou não, isso fica para outro momento). E lembrava-se de ter perdido o seu chapéu naquela época, após alguns inconvenientes dessa viagem. Estava lá, portanto, com a maior das esperanças – alicerçadas na menor das possibilidades – de reencontrar o seu chapéu. Não crie, o leitor, expectativas. Ele não encontrará o chapéu. Mas continue comigo, essa história ainda renderá.

Passou por uma barraca com diversos chapéus e sorriu. Retirou o seu próprio, colocando-o debaixo do braço – não perderia mais um chapéu naquelas terras amaldiçoadas e cheias de ladinos. Começou a experimentar os mais diversos chapéus, até que sentiu algo em seus pulmões. Era a tosse. Eu digo “a” tosse pelo fato dela estar presente na vida do Sem Rosto há alguns anos. Incomodava-o, principalmente quando isso fazia com que sentisse o seu corpo mais fraco. Não queria acreditar que envelhecia, ou pior ainda, que adoecia. Algo que nunca havia acontecido antes, no entanto, acabou por surpreender o nosso querido assassino: sangue. Um pouco de sangue rubrou o chapéu que tinha em mãos. O mercante não tinha percebido e Syndor sequer tinha achado aquele adereço tão bonito assim. Colocou-o calmamente de volta no mostruário e se afastou na multidão.

Preocupava-se. Tanto em não ser cobrado por um chapéu feio, quanto por estar sangrando. Podia dizer por experiência profissional: as pessoas sangram antes de morrer.
   


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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Siënna Vhassenohr em Ter Mar 27, 2018 5:06 pm

all i ever wanted. all i ever needed.



A prostituta passou uma das mãos sobre seus cabelos, e logo se soltou do braço do assassino, ao ouvir com uma expressão cínica ao mesmo. — Em seis anos em sua companhia, só sei de duas coisas que é excepcional. Fazer os deuses do amor terem orgulho e me fazer gritar seu nome e matar. Tem mais? —  Arqueou a sobrancelha curiosa. No fundo, a expressão do mesmo, a irritava e a sobrancelha arqueada, a deixou com ódio, porém o "beber", a irritou de vez e a fez revirar seus olhos azuis. Mas não o deixaria desmaiar de bêbado, então deixou que ele a guiasse para a taberna. A essoriana estava com os pensamentos em brasa, enquanto decidia o próximo rumo de ambos. Vaes Dothraki? Seria ótimo, mas creio que não sejam receptivos estranhos. Por que não, Meereen? Não fazia nada além de pensar naquele momento, e era aquilo sua vida. Roubar, assistir assassinatos, transar e trabalhar como acompanhante e não podia esquecer da melhor parte. Achar quase sempre, um novo modo de atiçar o mais velho. Talvez fosse estupidez, era inevitável para ela.

Um fato curioso sobre a jovem era que a mesma nunca tinha corado na vida. Já ficara excitada, com raiva, com desejo ou triste. Sentir o braço sobre seu ombro, não era problema. Sendo prostituta, era constantemente tocada. Mas a frase dita pelo homem sem rosto, despertou a mesma de seus pensamentos. Sorriu com deboche. — Uau! Você presta atenção no que eu falo. Milagres divinos, obrigada! — Sussurrou, rindo sem humor. Aquele homem era mais fechado que os cofres no Banco de Ferro e sabia o que precisava, mas não a impedia de ficar curiosa. Porém ao ouvir que não pagaria, sorriu largamente. — Ótimo! Vou poder comprar um vestido novo e jogar um velho fora. — Seu cinismo era evidente. Afinal, muitas vezes ela pagava por comida e bebida e nem sempre era com dinheiro. Ao entrarem na taberna, seguiram direto para o balcão. Siënna tinha um jeito peculiar de lidar com as pessoas quando não trabalhava. Era um pouco mais cautelosa e as vezes falava besteiras sem saber. E odiava isso. Então, não falava muito. — Vai se foder. — Grunhiu, após as bebidas serem pedidas, sabendo que ouviria alvo parecido com "Essa é sua função, Siënna" sorriu cínica. — Não, essa noite não querido. — Deu de ombros, com um sorriso debochado.

A mulher analisava ao redor ainda, esperando as bebidas, tentando se concentrar no que faria naquele ambiente e receber as bebidas, a acalmou, e tomou um gole, sorrindo com serenidade, escondendo seu lado vadia. Não podia tentar sair, porque o braço que ainda tinha sobre seu ombro, não a deixava sair do lugar. Passou a ponta da língua sobre os lábios, não por provocação, mas por mania. A morena voltou a beber seu vinho, enquanto ela ainda pensava sobre a questão do próximo destino. Ela pensava demais, e era difícil para ela não pensar. Afinal, devia ganhar sua vida. Ao redor, observava homens e prostitutas, brincando entre si, as mulheres tinham os seios a mostra. E se sentiu familiarizada com aquele ambiente, sorrindo nostálgica. —  Isso era para ser eu, em Pentos. Mas mudou isso. Sou grata, afinal é estranho ter várias mãos por dia, me tocando. Por 2 anos, eu passei isso. E... Foi o bastante. — Na realidade, era difícil para a morena falar daquilo. E não o fazia. A prostituta bebeu outro gole do vinho, enquanto voltava a olhar ao redor, até ver um homem importante, pelas vestes, chegar perto de si. Congelou ali, ao reconhecer seu primeiro cliente de todos. Não sabia o que fazer, agir ou o que dizer. Escondeu seu rosto, impedindo que fosse vista. E estava ansiosa. — Meu... Primeiro... Cliente. Merda. — A Vhassenohr estava com um nervosismo gigante no corpo.

Ela queria se esconder. Sumir. Passou as mãos sobre os cabelos escuros, mordendo o próprio lábio ansiosa e deixou o rosto sobre o ombro do mais velho. — Se eu não estiver errada ele vai vir me procurar e saber se ainda sou prostituta. Eu sou, só que eu não trabalho num bordel mais. Pode se dizer que sou uma puta independente. Inventa algo! — Pediu, desesperada e nervosa. Estava com raiva, medo. Sabia como aquela noite em Valyria deveria terminar, e como terminaria, porém o surto da jovem Siënna acabaria com aquilo, se não fosse acalmada. Fechou os olhos, respirando profundamente. O cliente voltara para perto de si, passando as mãos sobre seus cabelos. — Siënna, querida. Quanto tempo. Oito anos. Não mudou nada. Está mais bonita. Devo lhe relembrar como se portar a mim? — Ela abriu a boca para falar algo. Mas não falou nada. Sabia bem que apenas pela a audácia do homem ancião, algum problema iria ocorrer. Respirou tentando se acalmar, fazendo um gesto para que o assassino não se movesse. — Senhor Aerys. — Ela fez uma pequena reverência de cabeça. — Lamento, não estou mais nesse ramo. Meu novo proprietário tem um temperamento curto. E não acho que é indicado ficar aqui. — Tentou resolver aquilo, antes que virasse um problema maior do que já estava.

Eu devia mestrar aulas de como ter a vida complicada. — Debochou de si mesma, enquanto observava a figura do assassino ao seu lado, que provavelmente estava doido para matar alguém. Mordeu o próprio lábio, e olhou para o moreno. — Por favor, Asura. Eu não quero problemas. Não faça nada que vá se arrepender. — O tom de voz e a altura usada, fora suficiente para que apenas o mesmo ouvisse. Pegou a mão que estava sobre seu ombro e a segurou, apertando com leveza, transmitindo naquilo, confiança e que estava bem. Pois ela sabia que nada a aconteceria. E olhou o ex cliente com firmeza.

Siënna veste Isso e seus cabelos estão soltos.




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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Alma Delacroix em Ter Mar 27, 2018 8:54 pm

You love your sweet fantasy land
O mundo parecia mais colorido naquele dia. Podia pensar assim pelo aroma a especiarias, comidas acabadas de sair do forno, ou podia ser pela forma como a pele respondia ao toque do sol, aquecendo até à alma. Podia ser a forma como na boca pairava ainda um sabor agradável a menta fresca. Mas não era; era a junção de tantas vozes diferentes, em todas elas sendo notável a efervescência de cada um daqueles timbres distintos. Eram vozes que teriam a capacidade de definir a palavra esperança e, na sua cor, pintar o mundo. E isso também me dava esperanças para aquele dia. Afinal, era dia de festa. Ao menos isso eu sabia.

Mas o mundo só parecia mais colorido. Se realmente estava? Não sabia dizer. Eu sou cega, sabe? Desde o dia em que abrira os olhos pela primeira vez; devia ainda estar na barriga da minha mãe. Naturalmente, tal condição só veio a ser descoberta mais tarde, suficientemente tarde para já ter a afeição daqueles que me eram próximos. Caso contrário, não acredito que uma filha cega os teria agradado muito, tampouco durado muito. Porém, não pense que isto são pensamentos negativos: a minha família não me renegou, apenas muito lamentou o estado negligenciado em que os deuses tinham deixado as minhas orbes, que se moviam em vazio. Então, eu só imaginava que o céu brilhava num tom límpido de azul, sobre tantos olhos que ignoravam aquela simples beleza. Não que eu possa saber como isso é… não é? Não faria qualquer sentido.

O que faria mais sentido é se eu lhe contasse que tinha uma boa capacidade de absorver os detalhes do que se passava à minha volta. Entenda, eu podia não ver, mas conseguia percecionar o que acontecia à minha volta como qualquer outra pessoa; apenas de uma forma diferente. Eu conseguia ouvir o movimento do tecido das roupas das pessoas que passavam por ali, denunciando os seus movimentos. Alguns destes ruídos mais descompassados entre si o que me permitia medir a velocidade a que os seus pés colidiam com o chão. Também isto as minhas orelhas captavam, permitindo-me diferenciar até fazer os meus próprios julgamentos acerca das pessoas, umas furtivas, outras confiantes em si mesmas. Algo que fazia apenas parte da sua capa, e não se deve julgar um livro pela capa, não é mesmo? Mas era como se eu lesse o seu prólogo.

Abri a primeira página. Havia tosse no primeiro capítulo. Não me pergunte porquê pois a explicação vai além da lógica, mas eu sabia que havia algo errado naquela tosse. Não era apenas uma tosse normal, se é que há uma tosse normal. Talvez isso fosse o meu sexto sentido a detetar, que na verdade para mim era apenas o quinto que por algum motivo desconhecido me faltava. Uma mistura de todos os outros sentidos e ao mesmo tempo nenhum deles. Era como cheirar o inodoro e ouvir um silêncio demasiado alto; uma única palavra passava pela minha mente e era esta morte. Tocava algo intangível. Isto é, até tocar algo muito tangível. Não tinha dúvidas de que era um braço. Restava a questão: de quem? Os meus outros quatro sentidos tidos como apurados falharam em formular conclusões: não houve qualquer som além daquele de fundo, típico do festival, nem houve um cheiro específico que eu conseguisse distinguir. Nem mesmo a minha mão foi capaz de sentir o calor. Era como se eu tivesse agarrado apenas uma manta, embora mais firme. — Desculpe… você está bem? — A voz que saiu era meiga e, nela, havia um leve indício de medo. Não me entenda mal, eu não tinha medo da pessoa, apenas da sua aura. Já o disse? De tudo o que eu não via, eu via nele, para todos os sentidos, de todos os sentidos, algo que removia todas as outras cores; a morte.


Interação com Syndor. Treino de Percepção.
「R」
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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Asura em Ter Mar 27, 2018 11:48 pm

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Ao extrair a face de um falecido, precisava, antes, observar o comportamento. Estudá-lo para, enfim, imita-lo. Tudo uma questão de atuação. Com o passar dos anos, um dia era o bastante para tirar as próprias conclusões a respeito da vítima; sua forma de pensar, sua rotina e entre outros fatores. As artes cênicas agiam, neste momento, para elaborar a visão de “prestes a casar”, o que era a resposta de ambos caso a pergunta “o que são um do outro?” fosse feita. O peso do braço direito estava depositado sobre os ombros da menina, enlaçando-a para alcançar o lado destro. Em contraste, as pontas dos dedos masculinos escorriam, uma vez ou outra, entre os fios capilares da garota. Acariciava, onde sentia a textura macia das madeixas acastanhadas. — Como eu disse. Só para enfatizar que somos noivos e apaixonados. — Tornou a dar os sussurros, ao mesmo tempo em que a mão recuava para estacionar no ombro.

A atenção focada no recinto, criado especialmente para se tornar a atração turística dos viciados em álcool. Apesar de ouvir toda a conversação em volta, dos homens com mulheres seminuas em seus colos, pôde perfeitamente captar as palavras da Vhassenohr. Antes de mirá-la, percebeu que como, supostamente, noivo dela, deveria dá-la toda a atenção do mundo. Mereço. Tinha papel melhor a se fazer, sim. As pálpebras cessaram lentamente e o ar adentrou as vias respiratórias. Mentalmente concentrava-se para entrar no personagem por completo. — São duas coisas que sou excelente, principalmente lhe levar a onde ninguém jamais levou. — Assentiu com as ideias femininas. — Entretanto, sou uma caixa de surpresas. Não se esqueça. — E diante do revirar dos olhos, um desejo de puni-la atingiu o homem sem rosto. A aceleração da corrente sanguínea aumentou consideravelmente, mas buscou pela paz. — Você tem sorte que estamos em um lugar que moralmente eu não poderia lhe dar uma surra, bem como você gosta... — A intenção por trás do sussurrar, este realizado rente à cavidade auditiva da menina, era causa-la vergonha. — Puta. — Chamou-a.

Siënna animou-se notavelmente quando foi dito que tudo estava por conta das moedas de Asura. — Um vestido? — Internamente, um riso escapou, o qual no exterior conteve com a mão livre sobre a boca. Pelos os cantos dos olhos, a olhou, circundado por uma atmosfera sarcástica. — Claro. — Obrigou-se a concordar, pensamento em inúmeras possibilidades. — Vai precisar de um novo, já que este, o que veste, não durará muito tempo. — A frase então declarada parecia uma prévia do futuro, que não estava tão distante. Muito menos incomodou algum dos dois, ou dos terceiros presentes no ambiente de bebedeira. Por um minuto, questionou mentalmente a si mesmo se mulheres como ela, prostitutas, deveriam haver um arsenal de roupas. Homem como ele pendia ao lado da violência e brutalidade, desfazendo o tecido em pedaços quando o sexo se iniciava.

Tardou mais do que o esperado para serem entregas as canecas, preenchidas com um líquido avermelhado. Um aroma doce exalava do vinho. — Por acaso. — Clamou pela atenção do servente, que também era o responsável pelo estabelecimento. Um ser do gênero masculino, entre 50-60 anos, com uma imensa barba branca. Calvo. Além, possuía uma barriga recheada, expondo os pelos enrolados por conta da camisa branca aberta. — O senhor teve de colher as uvas agora para preparar o vinho por tamanha demora? — Superficialmente intrigado, indagou. O velho encarou-o seriamente, franzindo suas grossas sobrancelhas grisalhas. — Calma. Foi uma brincadeira. Perdão. — Se desculpou para degenerar a expressão carrancuda alheia. Mal deu tempo do rapaz rir, após o dono dá-lo as costas, para ouvir o ranger da porta, sinal de que era aberta. Deu a mínima importância para a presença que adentrava, entretanto, o ar passava a pesar sobre os ombros de Asura.

Uma sensação estranha apossou-se dele, o que fez estreitar os olhos, mirando o além. A estranheza focou principalmente em Vhassenohr, que por algum motivo tremia. Ela mirou a figura e pareceu ficar mais nervosa. Com o maxilar trêmulo, balbuciou palavras pausadas. No término, compreendeu de quem tratava-se: aquele que tirou-a o bem mais preciso da integridade feminina. Sua virgindade. O primeiro com quem se deitou neste mundo de impurezas. De qualquer modo, independentemente de quem fosse, poderia ser o próprio Rei, que nem sequer dirigiu os olhos àquele que se aproxima. Mas, os passos que dava incomodava Asura. Altos, largos. Trincou os dentes. Mordeu os próprios beiços. Uma fera enjaulada, aguardando pelo momento certo para fugir e atacar.

A prostituta proclamou ao moreno o que seria feito: ele veria até ela, tentando persuadir a fim de arranjar mais uma noite de diversão com aquele corpo. Aquele corpo... O som baixo, que escapava da garganta de Asura, se assemelhava com um rosnado bestial. No entanto, foi interrompido no instante em que suspirou todo o oxigênio preso nos pulmões. Até a voz do mais velho era irritante, sua maneira de falar sem pausar, sempre com pressa. O acompanhante de Siënna levou a caneca de vinho à boca e bebericou em goles grossos. Uma gota, um mínimo resquício da bebida, escorreu pelo canto, e limpou com as costas do palmo.

Desnecessariamente, a menor se desculpava. Era hora de dar uma iniciativa.

Sobre o banco que sentava, girou o suficiente para se ver de frente ao convidado inesperado. Correndo os globos oculares, analisou. A conclusão que tirou foi: somente o dinheiro dele, que possivelmente era enorme, poderia comprar um passatempo com a garota. Tarde demais. Pensou, referente ao pedido dela de não fazer nada. As mãos másculas de Asura rapidamente capturaram a cintura feminina e a trouxe para si. Isto é, para cima de seu colo. Nem ela tinha ideia do que o sem rosto estava para fazer. — Sinto, meu velho. Mas como ela disse, não está mais aberta para negociações. — Colocou as mechas claras da mais baixa em um ombro da mesma. Nisso, vagarosamente avançou para a lateral em que o pescoço estava nu, livre para brincar. A língua exposta lubrificou o local que alvejou mais tarde, fincando seus dentes, enquanto sugava. E ficou assim por um tempo, somente para vê-la se contorcer com a marca que se estabelecia.

— Além do mais, há anos ela tem alguém com quem passe a noite e nada é cobrado. — Desceu os selos até a curva do pescoço. Com raiva, apanhando as alças do vestido, puxou para os lados. Um rasgo foi exercido e o busto dela, exibido. A destra de Asura enlaçou a costela para alcançar o seio, o qual preencheu o palmo. Acariciou e massageou o local. — Olhe. — Com os olhos, apontou para os chupões em torno da aureola. A canhota, por sua vez, adentrou entre as pernas femininas. — Siënna é minha. — Em um olhar mortal, voltou a encarar aquele que interrompia. O viu sair em seguida.



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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Maris Storm em Qui Mar 29, 2018 2:12 am


kisses down low
Os ombros sentiam uma elevada necessidade de rolar, de forma a demonstrar a sua indiferença. Indiferença quanto a todos aqueles preparativos para o festival na Cidade Franca, que demonstravam todo o seu esplendor. Indiferença quanto a todos os dragões que conseguiam ver no céu, vez ou outra aproximando-se o suficiente para que a loira conseguisse até distinguir com facilidade cada uma das escamas que cintilavam ao sol, reclamando toda a luz do sol para si mesmos — como se um dragão não fosse já deslumbrante por si só sem refletir exageradamente a luz. Indiferença quanto à forma como a sua barriga exigia aquelas comidas que intoxicavam de uma forma agradável as narinas. Indiferença quanto ao facto da amante ter decidido passar a noite num outro local que não a sua cama — e, nisto, é claro, indiferença quanto a outros tipos de apetites que daquele problema advinham. Indiferença, embora no semblante de feições harmoniosas fosse claro: no seu íntimo, não estava nem um pouco harmoniosa, tampouco indiferente.

Uma mulher passou pela pirata, nos seus lábios espessos um grande sorriso enquanto lhe passava uma flor, tão rosada quanto os seus lábios. Maris olhou para a ervinha por não mais de um segundo, esmagando-a de seguida nos próprios dedos, estes que com a vida que levava não tinham uma aparência tão delicada quanto aqueles das senhoras nobres que pomposamente passeavam pelas ruas nos seus vestidos de última moda. A Storm até sentia, graças a isso, uma leve comichão, causada pela súbita vontade de se ver a si mesma num daqueles tecidos opulentos. A sensação de ter renda de Myr a acariciar a sua pele, dando-lhe a aparência não de uma simples pirata, mas da senhora da nobreza que devia ser. Todavia, não era e, como tal, não abandonaria o conforto das vestes da vida marinha; um conforto não só físico, mas também psicológico. O visual permitia que a loira tivesse uma aparência mais intimidadora, por muito pouco que isto fosse. Apesar de tudo, no peito deixava a camisa de baixo levemente aberta, permitindo-se a uma pequena exibição do decote. Algo que, caso as suas curvas não bastassem, a identificaria claramente como, em simultâneo, mulher e pirata.

Sim, destacava-se facilmente da multidão. Os Valirianos, de entre muitas outras características, eram vaidosos. As melhores roupas que tinham, tinham sido preparadas para a ocasião. Maris não tivera as mesmas preocupações. Estava pronta para satisfazer a sua gula numa das mesas recheadas de comida, já bem familiarizada com a sua localização, bem como a das mais saborosas receitas. Uma uva pendia precisamente a poucos milímetros da sua boca para servir de aperitivo quando uma visão a fez arregalar os olhos, deixando a peça de fruta cair no pavimento. A mancha provocada na pedra negra não trouxe quaisquer preocupações à loira. Entre as suas sobrancelhas formava-se um vinco que denunciava a cólera que estava a acumular desde ontem, quando descobrira que não teria companhia na sua cama durante a noite. Enquanto o corpo se revirava de um lado para o outro, cansada de estar sozinha e com uma grande vontade de acabar o dia num momento de volúpia. Não que ela não tenha feito precisamente isso, com um dos marinheiros, mas a ideia de ter sido abandonada não a agradava nem um pouco. Agora as memórias voltavam e contribuíam para a ira sentida. — Meredyth. — A voz em nada escondia o desdém que sentia naquele momento, embora fosse impossível negar que os olhos vagueavam por todo o corpo da morena, sentindo a necessidade de relembrar a sua forma e, mentalmente, remover os tecidos que a cobriam. De entre os seus lábios a língua surgiu para os humedecer, recusando-se a negar os tais apetites que tinha além daquele sentido no estômago, embora estes voltassem a surgir com a visão da mulher.

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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Siënna Vhassenohr em Qui Mar 29, 2018 5:40 pm

all i ever wanted. all i ever needed.



A verdade é que a jovem de Pentos era complexa. Até a pouco, sua mente vislumbrava a noite de sexo que viria, e claro, seu vestido rasgado. Por conta daquele gosto peculiar, a qualidade dos tecidos de seus vestidos não eram altas. Eram tecidos simples, já que os de alta qualidade que tinha e eram poucos, nunca usava com aquele que a acompanhava, já que seriam rasgados. Usava em seus serviços e acompanhante. Ter aquela visão apenas, a excitou. Porém sacudiu a cabeça se lembrando. Era punida sempre que fazia algo que o mesmo homem não gostava. Tinha descoberto no dia em que as viagens se iniciaram. Agora, já estava até mesmo acostumada. Porém o maior medo dela, era seu passado e a nostalgia que a assolou ao ver as colegas prostitutas logo morreu e deu lugar ao nervosismo, raiva e nojo, ao olhar o hem que entrara, seu histórico viera à tona ao pior modo. E ela sentia o incômodo do homem ao lado.

Ouviu um grunhido bestial e apenas olhando um dos lados da face do sem rosto, boa coisa não sairia. Dominada pelo o ódio da figura que logo passou a olhar e sentir náuseas com o toque do velho, o ouviu pedir vinho. A puta se sentiu culpada. Ela odiava tanto quando era tocada por desconhecidos ou quem não tinha intimidades ou permitido. Se lembrou de algo que sempre escondia no cinto que usava para modelar sua cintura. Uma das únicas coisas que a mãe lhe dera, antes de se iniciar na prostituição e um conselho. "Sempre carregue com você, um veneno mortal, mas limpo. Porque você pode usar com um cliente que estiver forçando a barra e nenhuma de nós a use. O cinto que te dei, tem cristal de estrangulador. Coloque o em água e vinho e logo o verá perecer e sempre queime o corpo. E reponha o veneno quando acabar."

Aquele conselho, era seguido a risca pela jovem que apenas acariciou seu cinto, sobre o olhar fixo no rosto no velho, enquanto tirava um dos cristais de veneno, e ao ver o vinho do velho, sorriu delicada para o barman, conversando sobre algo qualquer, provavelmente o que ele mais via, era seus seios, então jogou a pedrinha no vinho e deixou que o ex cliente fosse servido. Talvez, ela tinha certeza apenas quem a acompanhava, perceberia suas intenções. Mas não ligava para o que seria feito consigo. Só se sentiria aliviada, livrando o mundo de um velho nojento. E rezava para que a ação do mesmo, fosse mesmo rápida e eficaz. Ela respirou se sentindo, aliviada. Porém ainda assim, sentia o nojo e o nervosismo daquela presença, se desculpando.

Ao se dar conta, estava sobre o colo do homem de olhos azuis, que tinha o braço sobre seu quadril, que dizia apenas com o olhar que ela apenas, lia. "Ela me pertence, e a mais ninguém. Não toque nela." fazendo a Vhassenohr morder o próprio lábio satisfeita, com a resposta dita. Percebera que ele queria seu pescoço livre e exposto, enquanto deixava seu cabelo sobre seu ombro direito, e o ajudou, porque queria saber o que faria. Sentir a língua sobre seu pescoço, a fez arfar sem soltar nenhum som, porém era impossível tentar resistir àquele homem. Seis anos com o mesmo era óbvio que ele sabia o que fazer ou não, para a agradar. Boa parte do alívio da prostituta se dava ao fato de literalmente ter sido reclamada. A mordida sobre o pescoço e a sucção do local, a agradou, e gemeu baixo o bastante para que apenas um a ouvisse. Naquele momento, o olhar de ódio de Asura tinha explícito que o foco não era prazer. Se fosse, a situação seria outra. O foco, era declarar de quem ela era, assim como aquela marca, que a fez se contorcer sobre o colo dele.

"Alguém com quem ela passe a noite e nada é cobrado." Siënna sorriu minimamente, e assim que sentiu os beijos passarem para a curva do pescoço, suspirou manhosa, pois aquele era seu ponto fraco, nunca deixando seu rosto fora da vista das orbes dos homens. E ter outro vestido rasgado, não a enfureceu, iria acontecer alguma hora mesmo. Ansiosa, mas não deixou transparecer, esperou. Sentiu o contato sobre o seio, e ouviu mais, sentindo também, uma das mãos entre suas pernas e ele sentia sua excitação, isso a fez soltar um palavrão baixo. "Siënna é minha." Pronto. Apenas aquelas palavras bastaram para a destruir e a excitar. Ela estava satisfeita quando viu o velho sair, e sequer ousou mover seu corpo do colo do sem rosto.

Mas o que viu a seguir, foi o mesmo velho reclamar de garganta seca, e logo sentir dificuldade para respirar, assim, logo caindo morto. O que fez vários dos fregueses do lugar, darem um grito assustado. Asura olhou para Siënna com uma expressão de fúria. Ela cerrou os olhos. — Pode me punir se quiser, eu não ligo. Pelo ou menos, o mundo está com um velho nojento a menos. — Pronunciou, e como conseguiu, arrumou seu vestido em trapos, pedindo ao dono do bar, uma capa para cobrir o busto, devido ao rasgo, com um sorriso tímido. O que não combinava com ela. Ao receber a capa, vestiu-a, e se levantou do colo do acompanhante de anos. — Creio que deva pagar o homem, já que se quiser mesmo me punir, não poderá fazer aqui. — Sussurrou rente ao ouvido do mesmo, e saiu do ambiente, esperando-o.

Não passando mais de 10 minutos de espera, ela foi puxada, e guiada para o mesmo ambiente em que o corpo de Syrioh estava, porém em um quarto diferente. Ao fechar da porta, a prostituta não fez nada, apenas ficou esperando o quê viesse ser seu destino naquele momento. Passou as mãos sobre os fios de cabelo, logo tirou a capa que vestia deixando novamente o busto exposto, mordendo o lábio inferior próprio, e logo respirou fundo, tirando o que restava do vestido rasgado. A ansiedade a deixava inquieta, mas não iria se mexer. E não iria piorar mais sua situação, com o sem rosto, que já estava ruim.

Siënna veste Isso e seus cabelos estão soltos.




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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Nälla em Sex Mar 30, 2018 1:10 am

"don't act like you're jealous"
Os meus olhos contemplavam maravilhas como eu nunca vira antes em toda a minha vida - o que era uma classificação já de si admirável, tendo em conta que eu já viajara por mais pontos do globo do que aqueles que seria capaz de contabilizar numa listagem rápida, conhecendo e experienciando um pouco de praticamente todas as culturas, lugares e povos. Nunca até então, contudo, me tinha encontrado em solo valiriano, mesmo tendo passado por praticamente todas as civilizações que por eles tinham sido colonizadas. Então, aquela era uma experiência nova para mim, não conseguindo deixar de me impressionar com o facto de, a cada instante, um dragão diferente sobrevoar a minha cabeça e as de todos, exigindo para si as atenções com os seus rugidos selvagens, as sombras imensas que projetavam sobre tudo e todos eclipsando o astro luminoso como se se considerassem superiores ao mesmo.

Aqueles eram, de facto, seres espantosos, dotados de um poder mágico que nunca fora replicado e que, provavelmente, nunca seria. O seu porte impunha respeito a qualquer um, principalmente quando, sobre o torso de alguma daquelas bestas, se via alguém humano, como eu e todos aqueles que me rodeavam, montado e a controlar uma fera tão indomável quanto aquela. Várias lendas e fábulas tinham sido propagadas, ao longo dos tempos, quanto à forma como aquele povo tão peculiar -com os seus olhos violeta e fios de platina líquida - tinha conseguido dominar bestas com várias vezes o seu próprio tamanho e, desde magia a berrantes, luas e as próprias formações vulcânicas apelidadas de Catorze Chamas, onde eu me encontrava, eram partes integrantes dessas histórias fantásticas. Claro que a esmagadora fração dessas histórias não passavam de mitos criados com o intuito de conceder aos valirianos um caráter quase divino, uma superioridade em relação a todos os outros povos que alguma vez tinham pisado aquelas terras. Uma coisa era verdade, no entanto: os antigos pastores eram, agora, possantes senhores dos dragões, líderes do maior império alguma vez conhecido por toda a civilização e a mais avançada sociedade em todo e qualquer âmbito imaginável.

O evento emblemático que era organizado precisamente em honra às Catorze Chamas demonstrava exatamente todo o esplendor que Valíria representava e, desde as comidas às bebidas, as peças apresentadas por atores de todos os cantos do continente - grupo ao qual eu poderia pertencer, não fosse estar sob a personagem de uma prostituta -, as atrações e a própria arquitetura do local em si, tudo era cuidado ao mais ínfimo pormenor, de modo a demonstrar a magnanimidade, magnificência e beleza incomparável da Cidade Franca. Os próprios habitantes daquele lugar - que quase eram superados em número pelas multidões de visitantes, mercadores e curiosos - faziam questão de trajar as suas melhores vestes, caminhando pelo recinto com a pompa e circunstância de quem sabia ser idolatrado pelos restantes. Feições orgulhosas, queixos erguidos. As damas, principalmente, exibiam vestidos fabricados com tecidos cujas proveniências variavam por todo o continente essori, mas todos eles exibiam desenhos estilizados, e todas elas se encontravam cobertas pelos seus perfumes e óleos bem como por jóias, uma mais exclusiva e requintada do que a seguinte.

Eu encontrava-me embrenhada em todo aquele frenesim, em meio a tudo mas, também, alheia a todos. Encontrava-me mais perto do sítio que poderia apelidar de casa, mas nem por isso deixava de ser, com os meus longos cabelos cacheados, pele tom de oliva e olhos âmbar, uma estrangeira. Decerto que já não me encontrava mais em território westerosi e o meu sotaque já seria facilmente reconhecido como sendo proveniente de Qarth, mas em meio à multidão de mulheres de tez leitosa e íris violeta, a minha beleza distinguia-se pela sua excentricidade. Por outro lado, a minha aparência naquele dia era o completo oposto da que eu apresentava na maior parte dos meus dias enquanto prostituta: ao invés dos trapos deselegantes com que cobria o meu corpo habitualmente, trajava um vestido de um fino tecido. As suas alças eram descaídas, pendendo nos meus ombros, o decote era vistoso e, apesar de reto, deixava à mostra toda a região do colo, apresentando assim uma esplêndida e privilegiada visão do meu peito. O tecido era, todo ele, translúcido, e apenas algumas partes - as importantes - se encontravam devidamente cobertas por um bordado tom de pérola, formando desenhos abstratos algo florais. Todo ele assentava na perfeição sobre as formas do meu corpo, salientando devidamente o que deveria ser salientado, e mantendo longe do olhar geral aquilo que não deveria ser revelado; pelo menos, não naquele contexto.

Os meus passos continham em si uma sensualidade que me era inata, os meus quadris balançando tão suavemente quanto o casco de um navio em alto mar de cada vez que me movia. Nada disso era forçado; no entanto, nada disso era ocasional. Aproximava-me, agora, de Maris e sabia que a pirata não estaria, de todo, num dos seus melhores humores pelo que nem toda a sedução seria excessiva. Assim que percebeu a minha presença, a sua reação foi nada mais do que o por mim aguardado: o seu cenho franziu-se, um vinco profundo surgindo por entre as sobrancelhas naturalmente alinhadas, toda a sua expressão enrijecendo mais ainda do que já se apresentava, normalmente. Todavia, nem todas aquelas características conseguiam torná-la menos bela do que era, a fúria apenas lhe concedendo uma aura ainda mais feroz, e trazendo-me uma urgência em me aproveitar do seu estado de espírito para a provocar - o que não seria uma grande ideia pois o seu génio não era em nada maleável, porém, eu sabia que toda a raiva se dissiparia facilmente caso estivéssemos a sós.

Um sorriso de canto foi exibido nos meus lábios, a minha mão extendendo-se até às uvas que esta comia, roubando uma e levando, pacientemente, até aos meus lábios. Quando o fruto de uniu aos mesmos a minha boca entreabriu-se, deixando que metade do mesmo adentrasse e fosse mordida, o suco adocicado invadindo as minhas papilas gustativas. Ouvi-a chamar - quase rosnar - o nome que adotara enquanto a personagem que assumia, de momento, todavia por mais que tentasse passar a imagem de cólera, os seus olhos não mentiam no relance intenso que lançavam sobre o decote do meu vestido, bem como às curvas que eu, orgulhosamente, exibia. - Eu sei que me esperavas ontem, doce amante. - Desdenhei da situação através do adjetivo, apressando-me a evitar que a sua raiva apenas dilatasse num sussurro direcionado apenas a si, e não a qualquer um que as rodeasse. - Mas sabes que faz parte do meu ofício, e prometo que te compenso assim que queiras... - Um olhar convidativo foi-lhe dirigido.

Habilidade treinada:
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"Don't act like you're jealous when you're not 'Cause I'm caught between Know you could kill us and I can't let go, you see It's clear that I'm just your distraction I made my bed but"



1109 words | com Maris Storm | na Cidade Franca | Meredyth | Vestido


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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Maris Storm em Sab Mar 31, 2018 3:18 am


kisses down low
Não sabia ao certo dizer se o jeito de ser de Meredyth a irritava ou agradava. Era algo no meio dessas duas opções, o que conseguia, de alguma forma, descontrolar o funcionamento normal do próprio organismo. A respiração acelerava, o que era visível no peito que subia e descia, involuntariamente respondendo à presença daquela mulher. Maris não saberia explicar bem o que era. Todavia, sabia que isso apenas contribuía para a sua ira. A morena estava diferente naquele dia; tivera obviamente o cuidado de se preparar melhor para a ocasião, o vestido em nada se assemelhava àqueles a que a pirata estava habituada a ver. O tecido translúcido branco assentava sobre a pele morena, beijada pelo sol e por Maris, ajustando-se perfeitamente à forma do seu corpo sedutor, envolvendo o seu corpo num abraço — tal como Maris já tantas vezes fizera até então. Nas partes que a cobriam por completo, deixando a imaginação alheia a trabalhar, a loira completava pela memória, mas não conseguia, ainda assim, evitar a vontade de afastar o problema que a roupa constituía. Era incrível o efeito que a outra mulher tinha nela.

Não importava sequer o facto de pouco ou nada conhecer acerca de Meredyth, que era, no fundo, apenas uma companheira de viagem. Mas a companhia era… fenomenal. A bastarda deixou que os ombros rolassem numa resposta inicial às palavras da mulher, focando, tal como esta há pouco fizera, a sua atenção na mesa de aperitivos. A comida até brilhava para os seus olhos da cor do mar. Talvez aquilo, sim, satisfizesse os seus apetites, ajudando-a a lidar com a outra. Com tal objetivo em mente, tomou nas suas mãos um dos aperitivos, um preparado de carne, levando-o de imediato à boca e mal mastigando antes de o engolir. Não sentindo as suas necessidades atendidas, procurou antes saciar-se de um copo mais para o interior da mesa. Como se isso a impedisse de o alcançar. Levou de imediato o conteúdo do mesmo aos lábios. — E será que eu aceito essa companhia para esta noite? Já tenho algo planeado para ocupar a minha cama e não te irá envolver. Eu quis ontem, estás atrasada. — Murmurou entre galgadas do vinho. Não que fosse a sua bebida favorita, mas naquele momento aceitava qualquer uma. Reparara muito bem no detalhe na fala de Meredyth, que não dissera “nesta noite”, mas sim “assim que queiras”. No entanto, não se ia entregar sem qualquer resistência. Estava farta daqueles jogos que, ao mesmo tempo, amava. Contudo, era a própria Maris na posição de poder e não a morena, afinal, era esta que recorria à pirata, por um lugar no navio. Nem todos aceitavam uma mulher assim a bordo.

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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Syndor em Sab Mar 31, 2018 4:34 pm

o festival

“Você está bem?” a voz perguntou. E que voz era aquela? Syndor já tinha ouvido muitas vozes. Algumas já até conseguiram se preocupar com o assassino, mas, via de regra, isso dificilmente acontecia. Podia ser por causa de sua feição não muito amigável? Sim. Mas lembremos que nosso herói é um Sem Rosto. Se o rosto que usa atualmente não é amigável, ele bem poderia muda-lo. E por que não o faz? Não sei dizer, quem sabe um dia eu descubra. Adiante. Tentava se afastar no momento em que sentiu seu braço ser apertado, mas logo parou. Pensou na possibilidade de ser algum outro Sem Rosto com alguma mensagem, mas ao deparar-se com a moça, não parecia ser alguém capaz de matar. Inclusive, parecia até ter um pouco de medo. Ainda assim era de se desconfiar daquilo.


Olhou ao redor e já algumas pessoas camuflavam-no da barraca de chapéus, ao menos um problema já estava resolvido, não seria cobrado pelo sangue tossido. Syndor segurou a mão da moça e tirou-a de seu braço, mantendo sempre o olhar nos olhos dela. Eram bonitos, meio esverdeados, quase cinzas, muito claros, mas eram perdidos. Essa seria a palavra correta? Talvez os olhos dela não tivessem foco. Talvez estivesse sob efeito de alguma droga, ou então muito cansada de uma viagem. Tantas possibilidades, pensar em todas levaria tempo e isso é algo que o nosso herói não vai ter muito – são 78 anos, querido leitor, ele já teve tempo o suficiente.



 - Estou bem sim, filha, não se preocupe.



Há pouco Syndor tinha começado essa nova mania, chamar os outros de “filho/filha”. Acho curioso, particularmente, não sei a senhora leitora, mas é curioso no que tange: às vezes o assassino aparenta ter 20 anos, e ainda assim chama os outros de “filho/filha”. Falta de noção? Sim, um pouco, mas, como já disse, são 78 anos. Outra falta de noção foi o nosso herói ter esquecido que havia sangue em sua mão – os respingos da tosse – e com ela mesma segurou a mocinha, sujando-a.



 - Escute, sei que estamos num festival e tudo aqui é alegria, mas tome cuidado, não se preocupe com os outros, provavelmente ninguém aqui se preocupa com você. - eis um ensinamento que veio do fundo da alma (se é que isso existe). Retirou de seu bolso um pano e esticou o braço para entrega-lo à moça – tome, eu sujei a sua mão com sangue.



Talvez ela percebesse, talvez não, mas essa sua última frase contradizia o “estou bem sim, filha, não se preocupe” anterior. Tinha pesar, alguns diriam que tinha até desespero. Eu não acho que Syndor se desesperaria – até porque, se eu falar isso, ele me mata. Ele colocou o próprio chapéu na cabeça, fazendo com o que uma sombra cobrisse o seu rosto, ficando visível apenas um pequeno brilho de seus olhos. Essa era uma característica muito bizarra do assassino. Podia mudar de rosto a qualquer momento, mas agia como se tivesse apenas um e tivesse que se preocupar com a sua identidade. Ser visto do lado de pessoas erradas poderia afetar os seus trabalhos futuros na obtenção ou recuperação de informações.



Ficou ali segurando o pano, esperando que a garota o pegasse. Já estava cheio de sangue, um pouco mais não faria muita diferença. Olhou novamente ao redor. A possibilidade daquilo ser uma emboscada passou pela sua cabeça, mas nenhum movimento suspeito chamou-lhe a atenção. Com a mão que não estava ocupada, tocou na sua sacola e tudo estava lá. No final das contas, começava a achar que a garota tinha genuinamente se preocupado com a tosse. Estranho. “Que menina estranha”, pensou um dos seres mais estranhos que já pisou no mundo.

   


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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Nälla em Ter Abr 03, 2018 1:49 am

"don't act like you're jealous"
Levei a segunda metade da uva que retirara previamente aos lábios, sentindo uma vez mais como o fruto suculento espalhava o seu sumo pelo interior da minha boca, numa explosão de doçura e aroma que apenas se intensificava mais e mais à medida a que ia mastigando, o seu sabor tomando todo o meu paladar. As minhas íris âmbar continuavam presas na figura da pirata, admirando-a. Mesmo quando coberta pelas suas típicas roupas de quem navegava em alto mar, a ruiva não deixava de conter em si um certo - bastante peculiar, até - apelo. Naquele dia, contudo as suas vestes até podiam ser tidas como “mais cuidadas”, mesmo não fugindo ao estilo habitual: uma longa saia branca e castanha estendia-se desde a cintura fina até aos seus tornozelos, o tecido simples e completamente oposto aos tecidos ricos e bordados das restantes senhoras que por ali passavam. Na sua cintura, sobre um corpete de um tom escuro de bordô - tal como o vinho que a mesma bebia - havia um cinto grosso e repleto de pequenas argolas, uma das quais fora aquela por onde a presilha irrompera. Um casaco de couro cuja bainha acabava ainda na linha da cintura e cujas mangas se desdobravam ao longo do seu braço, com uma dobra no final, cobria o seu dorso; porém, não era essa a peça de roupa que atraía mais a minha atenção, e sim a camisa branca - ou o mais perto desse tom possível, dadas as circunstâncias - que se encontrava por baixo e que, por mais que também fosse imensamente simples quando comparada às vestes das ladies valirianas ou às minhas próprias vestes, deixava à vista dos olhos de qualquer um uma boa porção do seu pescoço e colo, fazendo-me recordar das tantas vezes em que, tal como no dia em que nos tínhamos conhecido e dado início àquela relação, a minha vista tivera acesso não só aquela região circunscrita, mas sim a toda a extensão do seu corpo, as minhas mãos e lábios fazendo a pele sardenta arrepiar-se.

Livre dos meus devaneios, acompanhei a outra com o olhar enquanto atacava tudo aquilo em que o seu olhar recaía, comendo desde uma torta de carne regada a vinho, e procurando logo algo mais com que se alimentar como se, de algum modo, o seu estômago não tivesse limites e a sua fome fosse inesgotável. Só que eu sabia que havia, sim, um apetite em Maris que nunca poderia ser devidamente saciado… E podia-se dizer apenas de passagem que não era por aquele tipo de comida. As minhas sobrancelhas ergueram-se assim que a sua voz voltou a alcançar os meus ouvidos, as frases sendo proferidas num tom que não escondia por inteiro a provocação nele contida, a passivo-agressividade sendo-me dirigida. Eu, todavia, era um membro dos Homens Pesarosos, treinada desde cedo e por anos a fio a lidar com ameaças muito mais graves e reais do que aquela simples fala, pelo que apenas me limitei a manter a postura que era um misto de desafio, condescendência e sedução, respondendo no meu sotaque carregado:

- Um plano bom, que não me inclui? Não creio que tal exista, - levei outra uva para junto dos meus lábios carnudos e bem delineados, repetindo o processo anterior. - Sabes tão bem quanto eu que o melhor plano que podes ter para qualquer noite futura consiste simplesmente na minha companhia. Ou vais-me dizer que um daqueles homens sujos e brutamontes são capazes de te satisfazer melhor que eu, ou que até tu mesma és capaz de conseguir esse feito como eu consigo? Não preciso que me inclusa nesses planos. Eu já estou incluída neles.

Habilidade treinada:
Persuasão



[/i]
"Don't act like you're jealous when you're not 'Cause I'm caught between Know you could kill us and I can't let go, you see It's clear that I'm just your distraction I made my bed but"



618 words | com Maris Storm | na Cidade Franca | Meredyth | Vestido


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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Naemala Ryelys em Qui Abr 05, 2018 8:00 pm

O luxo era uma coisa que estava constantemente presente em sua vida. Desde jovem, assumira os negócios de seu genitor – e obviamente, manterá o poder em suas mãos desde o princípio, nunca falindo uma vez sequer, diferente de muitas famílias valirianas que passavam por períodos obscuros de vez em quando. Vivenciara um ou outro evento que estivesse interligado ao Festival das Quatorze Chamas. E ali, naquele instante, mais uma vez, era uma das idealizadoras do evento que movia multidões até a Cidade Franca. Sabia muito bem que os estrangeiros se surpreenderiam com o luxo que rodeava o Império Valiriano, afinal, era como se anjos tivessem dominado aquelas terras e espalhado todo o luxo que possuíam por ali.

Os olhos claros analisavam a população chegando. Sua enorme residência era banhada por pedras escuras e móveis claros. Os escravos se locomoviam pelo local onde vivia, limpando qualquer resquício de sujeira e, além disso, arrumando os pertences que adquirira, trocando-os de lugar. De vez em quando, exigia com que suas mobílias não ficassem no mesmo lugar. Era um vício simplório, mas também maldoso: era uma forma de deixar os escravos levemente irritados, demonstrando que possuía mais poderes do que eles.

O Império de Valíria era o mais extenso e, por isso, sentia-se completamente satisfeita em ser uma das moçoilas que o comandava. O poder que caía em suas mãos era imenso, assim como as responsabilidades. – Jaekar. – Chamou um de seus escravos. Era um rapaz de cabelos escuros, assim como seus olhos e pele. A loira girou sobre seus calcanhares, analisando-o brevemente e soltando um suspiro profundo. – Precisarei de sua ajuda. – Falou de maneira delicada, aproximando-se lentamente dele. Seu vestido era feito com um tecido delicado e ia até o chão. Caso ficasse sujo, puniria os seus escravos.

Os cabelos estavam soltos, dando-lhe um ar de graça e, além disso, era uma forma de ajudá-las nos instantes em que queria seduzir alguém. Ou, no mínimo, fingir que era uma criatura inocente, que jamais presenciara ou executara qualquer ato maldoso. – Quero que vigie todos os escravos. Não quero qualquer pedido de auxílio, não quero qualquer tentativa de fuga, não quero problemas. Não hoje. – Seu tom de voz era calmo e tranquilo. Os sapatos da donzela faziam um barulho alto no recinto enquanto se aproximava do mesmo. O rapaz era maior, mas isso não a amedrontava.

Levou sua mão direita até o queixo dele e segurou com um pouco de firmeza. – Sei que suas funções não englobam esta, mas... – Um sorriso travesso surgiu lentamente nos lábios da arconte, permitindo com que suas íris azuladas transpassassem a face do negro. – Posso recompensá-lo. – Deslizou sua mão livre pelo peitoral do rapaz, descendo lentamente e, subitamente, apertou o seu membro com um pouco de força. A mulher arqueou uma das sobrancelhas e aproximou-se mais um pouco, grudando os seus corpos e iniciando uma lenta masturbação por cima dos trapos que ele vestia. – Posso lhe dar uma prostituta de presente por um dia. Foderá com a boceta dela várias e várias vezes, dará uma criança assim como vocês. Ou, caso queira, posso dar chá abortivo. – Explicou num tom baixo, sedutor. – Mas para que tenha uma boceta entre suas pernas e a sua boca, irá executar a função que lhe dei. – Disse num tom mais brusco, afastando-se rapidamente e ficando de costas para Jaekar.

– Caso isso não ocorra, será castrado. E como presente, dar-te-ei um colar feito com seu próprio pinto. – Semicerrou os olhos ao girar novamente, encarando-o. – E-Eu a ajudarei, minha senhora. – O indivíduo gaguejou, assustado com o destino que poderia lhe ser dado. – Ótimo. Retire-se. – Ordenou num tom sereno, acabando com a imagem ameaçadora que poderia passar, fingindo ser uma criatura angelical – mais uma vez.

Assim que o rapaz desapareceu do recinto, a mulher resolveu dar o ar de graça ao Parlamento, por isso logo foi a liteira – que se localizava fora de sua residência. Os escravos a carregaram pelas ruas e, além disso, era acompanhada por vários guardas, afinal, seria terrível caso alguém resolvesse ceifar sua vida ali mesmo, dentro do transporte.

Enquanto se locomovia pela Cidade Franca, permitiu-se analisar os estrangeiros que se faziam presentes. Diferentes cores de pele, cabelos e olhos. Era estranho, mas agradável simultaneamente. Eles a enriqueciam e, provavelmente, nem deviam saber disso. Naemala era a Rainha das Pedras Preciosas, seus negócios eram vastos e incríveis, expandindo-se por várias regiões do Império Valiriano e até mesmo por alguns outros locais de Essos.

Ao chegar ao ambiente que queria, desceu da liteira tranquilamente, acompanhada pelos guardas. As armas estavam próximas dos corpos enormes e belos dos indivíduos que a protegiam. O olhar da arconte esparramou por toda a multidão que se formava por ali. – Quero caminhar um pouco. – Ordenou aos rapazes que estavam ao seu lado. – Assim que os outros arcontes chegarem, eu retorno. Enquanto isso, quero conhecer as novas pessoas que estão freqüentando minha cidade. – Falou com um sorriso gentil, mas num tom afiado, como se fosse uma faca cortando alguém.

Então começou a se locomover, adentrando o enorme fluxo de indivíduos e permitindo-se apreciar as diferentes “raças” que estavam ali. Eles são meus, basicamente. Estas pessoas me dão dinheiro, me enriquecem. Elas são minhas submissas. Elas são minhas escravas, seja diretamente ou indiretamente. Tal pensamento fez com que Naemala sorrisse de canto, satisfeita consigo mesmo. – Podem se afastar um pouco. Andem por aí, mas não muito distante, vigiem qualquer um que possa ser considerado uma ameaça. – E dessa maneira, retirou-se de dentro do círculo que era sua camada de proteção e segurança, permitindo-se andar sozinha, sem olhares repousando sobre o seu corpo.


Habilidade Treinada: Persuasão.
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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Maris Storm em Seg Abr 09, 2018 10:29 pm


kisses down low
A mulher permanecia fleumática. Era um costume seu, como se nada no mundo conseguisse afetá-la — a não ser é claro as mãos e a boca de Maris, mas isso não era para aquele momento. Conseguia ser, simultaneamente, algo que a ruiva adorava e odiava nela. Meredyth era um mistério por desvendar e não era propriamente fácil. Os seus motivos permaneciam incógnitas para a pirata, que simplesmente concordara em levá-la no seu navio. Se ela tentasse obter alguma informação que fosse, a morena tinha um dom especial para a conseguir distrair do assunto, virando-se antes para temáticas mais… carnais. Contudo, as dúvidas não abandonavam a mente da pirata, por muito que não fosse algo que a atormentara, pelo menos de início. Cada vez mais se afeiçoava àquela presença no navio, à companhia e calor nas noites passadas no mar, longe de qualquer solo sólido, porém, com o corpo abrasador de formas tão bem delineadas junto do seu. E de cada vez que ela se apercebia disso, ficava irada. Não é como se não tivesse outras companhias, é claro, mas poucas conseguiam ser tão aprazíveis.

A presunção era a única constante com Meredyth. Sempre certa de si, tal como naquele momento. A bastarda observou a uva que a outra levava à boca, dando especial atenção à gota de sumo que escorreu dos seus lábios e examinando a forma como estes se moviam à medida que mastigava a fruta. Um gesto tão pequeno e que, no entanto, conseguia ser tão dotado da sensualidade que lhe era inata.  Já teria se aproximado dela, se não tivesse recomeçado a falar mal engoliu a uva. Em vez disso, permitiu que a outra dissesse o que tinha a dizer, a sua mão apoiando-se na mesa enquanto tentava ter paciência. Nunca fora boa nisso. Subitamente, a mesa com todas aquelas diferentes iguarias — sem dúvida receitas vindas de todas as colónias de Valíria —, deixou de constituir qualquer interesse que fosse para a ruiva.

A paciência, enfim, esgotou-se. Abandonando a mesa, o corpo aproximou-se do de Meredyth, e a destra ergueu-se para ficar logo atrás do seu pescoço. A mão fechou-se logo de seguida num punho, em volta dos ondulados cabelos negros como a noite. Os fios eram suaves como seda, mas nas mãos de uma pirata não haviam delicadezas… quase. A força neles exercida foi o suficiente para obrigar a mulher a olhar para cima, para os seus olhos da cor do mar. Da mesma forma, a pirata penetrava o âmbar das íris da morena, que clarearam ao absorver a luz solar naquele novo ângulo. — E eu não consigo ser tão brutamontes quanto eles? Não penses que és a melhor flor do jardim… Estou há anos nesta vida e já tive muitas companhias. Creio que o nosso acordo foi claro, quando te deixei vir no meu navio. — Por uns instantes, fez uma pausa, deixando que as palavras entrassem na sua cabeça. — Não acredito que encontrarias assim tantos navios dispostos a levar uma mulher abordo… tampouco encontrarias uma companhia tão boa como a minha. Consigo ser brutamontes, mas também consigo ser minimamente gentil, não é? — A mão que agarrava os cabelos deslizou para o pescoço, percorrendo a sua pele bronzeada. Era tão suave como em todas as suas memórias, e agora apenas criara mais uma lembrança daquela mulher. Ainda mantinha o polegar elevado, de forma a que a morena continuasse a olhar para ela. Ao mesmo tempo, diminuía a distância entre os rostos das duas. — Pensas que encontras mais piratas assim? Ainda mais, dispostos a manter esse teu sigilo? Estarias a pedir por misericórdia em qualquer outro navio para poderes viajar como queres. — A voz permanecia séria, indicando o que já era óbvio com a personalidade da pirata: não estava, de todo, a brincar.

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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Azra em Ter Abr 10, 2018 1:21 am


Uma questão de constantes

O Festival


Não haviam muitas constantes na vida daquela que era chamada de Azra. A sua profissão não era uma constante. O seu quarto não era uma constante. As pessoas que a rodeavam não eram uma constante. Nem mesmo o seu rosto era uma constante. Porém, aquele sorriso nos seus lábios, finos, carnudos, rosados, pálidos, isso era uma constante. Não quero nem imaginar o que aconteceria se algum dia a tal curva, sempre ali presente, pouco ou muito atenuada, desaparecesse por completo.

Phaedra era também uma constante. — Irmã… o que achas do meu rosto? Não pareço uma Valiriana? — Perguntou, as mãos delicadas emoldurando o rosto delicado e dando suaves batidas com as pontas dos dedos na extensão do mesmo enquanto aguardava que a outra olhasse para ela. Tratava-se de um rosto, de facto, bonito. A garota era a filha de um dos grandes senhores de Valíria, mas a sua morte fora encomendada como uma forma de chegar ao seu pai. Azra sabia que a menina dos cabelos encaracolados de ouro-platinado estava agora num lugar melhor. Os seus olhos violeta brilhavam ainda nas suas orbes… Mas agora era pelo bem da assassina, que o usava com carinho. — Mas creio que hoje… irei usar o meu normal. É o festival, então não acho que chamarei muita atenção por não ter as características Valirianas. — As unhas encontraram a extremidade da máscara, puxando-a e passando antes para a normal, que parecia estar igual ao costume. — Não tem nenhuma mancha, pois não? — Questionou na sua voz frágil, nesta evidente a preocupação sentida. Era a sua favorita… por muito que uma Mulher Sem Rosto não devesse ter um rosto favorito. Deixava-se muitas vezes levar por opções não muito sensatas. O coração era jovem e estava preenchido das suas boas intenções, ou pelo menos, era isso que eram aos seus olhos. Boas intenções.

A Cidade Franca era um lugar belo sem que os Valirianos tentassem sequer a sério enfatizar a sua graciosidade. Todavia, naqueles dias, não era esse o caso. Todos os detalhes tinham sido vistos, de forma a mostrar o poderio que aquele grande império detinha. A Azra aquilo nada agradava, tendo em conta que pertencia à guilda de escravos que dali tinham fugido. Porém, a situação não estava tão relacionada a si quanto isso para que o seu bom humor pudesse ser alterado por ali estar, a ver os senhores dos dragões… e é claro, os seus dragões. Esses sim atraíam o olhar, nem que estivessem totalmente parados, as escamas roubavam a luz do sul para si, exigindo todo o foco. A boca de Azra até pendia, aberta, de cada vez que tinha a oportunidade de fixar o seu olhar numa das criaturas mágicas. — Achas que um dia eu posso andar num deles? — Questionou, o seu olhar ainda estava preso ao dragão no topo de um dos edifícios sem topo. As suas enormes asas abriram-se, cobrindo todos abaixo de si, inclusive a própria Azra, numa sombra, de tal forma que pareceu que a noite chegara. No topo do dorso do animal, quase não via a pessoa que se encontrava nele montada. As asas criaram rajadas de vento à medida que este se erguia mais no ar. Será que, se quisesse, conseguiria alcançar o sol? Azra achava que sim.


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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Iremy em Ter Abr 10, 2018 3:35 am


A viagem não fora cansativa, afinal, Myr não ficava muito longe da cidade franca. Sendo necessário que a mulher se deslocasse apenas por alguns dias, à cavalo, sob o sol escaldante típico do continente, tendo como resultado à chegada na cidade uma semana antes do evento, como fora previsto. Afinal, Iremy estava ali para ganhar dinheiro com suas habilidades como pintora. A semana se passou rápido, sendo marcada pela chegada de mais e mais visitantes que se aproximavam da cidade franca ansiosos pelo grande evento. Até que o grande dia chegou sendo marcado pela chegada de importantíssimas figuras de poder ali naquele mesmo local enchendo a cidade com ainda mais vida.

Quando deixou o estabelecimento no qual pernoitava, Iremy se permitiu prestar atenção na cidade uma primeira vez desde que chegara ali. O burburinho preenchia seus ouvidos, independentemente de onde fosse, afinal, o local se encontrava lotado de visitantes graças ao grande evento. Pessoas, de diferentes fisionomias, caminhavam de um lado a outro, por vezes adentrando em bordéis e restaurantes, fazendo o dinheiro circular. O odor típico de festivais, um misto de especiarias e comidas típicas, preenchia o ar, fazendo seu estômago revirar de fome.

A morena, calmamente, seguiu o fluxo, à procura de um estabelecimento decente. Encontrava-se no coração da cidade que, por alguma estranha razão, contava com a presença em massa de soldados acompanhados por pequenos dragões. A sombra de uma dessas feras no céu cobriu-a por instantes, chamando a atenção da artista para o alto, finalmente vislumbrando o incontável número daquelas criaturas misticas que dominavam os céus. Valíria exibia seu poder, nada mais, ela refletia consigo enquanto os pés a guiavam até o bar que, na última semana, costumava visitar.

Em segundos encontrava-se diante de uma construção simples que, ao contrário do que o exterior mostrava, no interior era completamente diferente. De tal modo que, quem ali adentrasse, se surpreenderia com todo o luxo que o interior escondia por trás do humilde exterior. Por conta do festival, o estabelecimento encontrava-se ainda mais lotado que o usual, a conversa ali parecia ser mais alta que do lado de fora, por causa do isolamento acústico. Iremy inalou o ar, sentindo o cheiro agridoce da comida. O som de fritura associado ao cheiro levou-a a crer que o cozinheiro em questão estava dourando cebola e alho para preparar alguma comida. O estômago da artista se revirou por um instante, a fome aumentando a medida que o cheiro se tornava ainda mais forte, levando-a a crer que agora algumas ervas eram misturadas na receita.

Sem olhar para os demais fregueses que lotavam as mesas, a morena se aproximou do balcão que, graças a Rhollor, mantinha alguns bancos vagos.

— Desejo o prato que está sendo preparado agora e uma boa dose do seu melhor vinho. — solicitou curvando-se sobre o balcão, exibindo o colo dos seios para o atendente franzino, uma forma de conseguir que seu pedido viesse mais rapidamente, enquanto exibia o melhor de seus sorrisos.

Habilidade Treinada:
Percepção


NOTAS AQUI

— Ross


Última edição por Iremy em Dom Abr 15, 2018 4:38 am, editado 2 vez(es)
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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Andros Storm em Ter Abr 10, 2018 8:14 pm

Just a Westerosi
Born In The Storm
Um mercenário deve saber, acima de qualquer outra obrigação, sobreviver. Não fazia muito tempo desde que o bastardo de Stormlands havia tomado à decisão de partir para Essos por conta de alguns assuntos que eram pendentes em sua terra natal, assuntos que não eram aconselháveis para alguém sem recursos ou poder, que decerto seriam motivos para a sua morte. Outro ponto muito importante de se saber em seu “oficio”, é o fato de que informações devem ser bem usadas, e claramente um grande evento como o Festival das Quatorze Chamas lhe poderia ser rentável, caso soubesse com exatidão aonde procurar.

Não estava na cidade há muito tempo, até mesmo por não possuir muitos conhecidos ou possuir aliados por ali, deveria ser cauteloso, ao menos era o que imaginava ou até mesmo tentava ser. Contudo, não se deixou intimidar-se por sua própria cabeça, talvez o fato do fluxo imenso de pessoas o ajudasse um pouco, afinal quem demais notaria em um homem, quando se tinha um evento de tamanha proporção para realizar? Tal pensamento de conforto logo abandonara o Westerosi, e o motivo seria algo magnifico, cujo mesmo nunca esteve tão próximo. Afinal, quem em sã consciência estaria sentindo-se seguro com o que para ele aparentara ser uma horda de dragões presentes na cidade? Os nativos, talvez.

Não poderia mentir para si mesmo, ainda mais como um nascido em outro continente, dragões estavam fora de sua lista das criaturas mais agradáveis de ter por perto.

Sua atenção mais uma vez fora mudada no momento em que uma jovem de cabelos loiros, porém um pouco mais claros do que os do Westerosi, logo se prontificou entregando-lhe uma flor. Andros não negaria tal oferta, assentindo com a cabeça, uma vez que muito pouco sabia sobre o idioma local, nem queria arriscar saber sobre tal garota, que logo sairia de perto do mercenário, apenas para entregar mais flores para outras pessoas, talvez aquele fosse seu serviço. Um gesto simpático, cabível de dizer. Este por sua vez, sem delongas, adentraria em um ambiente que decerto poderia ser visto como um ponto possivelmente útil para obter qualquer trabalho, como as putas negociam os seus corpos nos puteiros, mercenários negociam seu sangue em qualquer estabelecimento que sirva uma boa bebida!

Era incrível como o tempo passava ligeiro quando se tem uma boa caneca de bebida ao seu lado, logo se estava com estas erguidas, abraçando os ombros estranhos nunca antes vistos. Para Andros, não se era tão complicado ganhar a atenção de um homem, uma vez que sempre gostou de enganar, de criar uma distração. – Veja, vamos lá ... onde acha que está desta vez ? – Indagaria para o homem cujo seu nome nem ao menos sabia, mas ainda assim se tornara seu companheiro naquela farra. O jogo era simples, cada um colocava uma moeda de ouro dentro de uma única caneca vazia de alumínio, com duas canecas idênticas presentes sobre a mesa, metade de chances de se obter o dobro, algo simples, não? Até que poderia ser, teoricamente falando, exceto quando se joga com um ladino, acostumado a enganar para sobreviver durante infância e adolescência, mesmo que não fosse tão experiente como muitos outros vivos.

Os olhos de ambos se mantinham fixos, o próprio mercenário tratava para obter a atenção máxima do seu colega, por mais que o mesmo tentasse observar o movimento dos copos. – Olhe para os meus olhos, de onde acha que eu venho ? – Continuava as palavras, tentando indicar indiretamente ao cérebro do homem para onde deveria estar olhando, bem como dando-lhe uma pequena xarada, ou em outras palavras, tempo o suficiente para empurrar as moedas para uma das mãos que movia os copos. Qualquer uma das escolhas do homem, seja direita ou esquerda, lhe fariam perder duas moedas de ouro, pois já havia as ocultado consigo com certa facilidade.

Era arriscado sim, tinha que manter a atenção de um homem tempo o suficiente para engana-lo, e ainda mais para provar que o mesmo estaria errado em suas escolhas, optar por um alvo bêbado e aparentemente não muito inteligente fora a escolha decisiva para que seu sucesso fosse alcançável. Fora assim que Andros conseguira enganar um homem com recursos monetários uteis ao menos para bancar algumas rodadas a mais de bebedeira. Contudo, ao perceber estar saindo um pouco do estado aconselhável de sobriedade para tais atos enganosos para com outra pessoa, se afastaria um pouco mais daquela mesa onde estava compartilhando alegria, apenas para caminhar dentro do estabelecimento, tira-lo de vista.

Em meio a tal caminhada, se aproximaria do balcão, donos de estalagens sempre tem historias sobre trabalhos para passar aos viajantes, porque não tentar buscar algo naquele estabelecimento, ainda que fosse um tanto quanto diferente. Todavia, acabava por notar que havia uma jovem loira sentada em um dos bancos, suas vestes e rosto, poderia apostar de que no mínimo ela teria uma renda mais segura do que a dele. – Acho que o gesto chamou atenção de mais alguém além dele. – Diria sentando-se no banco ao lado da mulher, após a saída do atendente, Andros já havia bebido para sua alegria, não queria acabar fedendo a bebida estando próximo de uma dama como aquela, afinal de contas. – Prazer, me chamo Andros. – Findaria suas palavras, esperando que ela não se levantasse e fosse embora julgando-o com um olhar, uma vez que ele não estava vestido como um nobre, e possuísse uma espada embainhada na lateral esquerda de sua cintura, ainda tentava ser cavalheiresco. Quem sabe ele não pudesse arranjar algum serviço com ela, ou mesmo repetir o jogo das moedinhas.  

Off: Interação com a Iremy

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Re: Festival das Quatorze Chamas

Mensagem por Phaedra em Qui Abr 12, 2018 9:38 pm

Festival
Os olhos puxados varriam todo o ambiente em seu redor de modo furtivo, a expressão trancada e fleumática tanto quanto era possível, deixando apenas transparecer um toque de desprezo, alheamento e indiferença relativamente a tudo e todos que ali se encontravam; não exatamente como se se julgasse ser superior aos restantes, mas sim como se nada daquilo lhe fosse significativo: nada em meio a todo aquele aparato que se instalava e desenrolava em torno de si, nada do que a sua visão poderia alcançar - o que incluia tanto pessoas quanto dragões, comidas e odores diferentes, culturas e exibições que maravilhavam todos os presentes, todos, menos a mulher - era capaz de causar algo mais do que um encolher de ombros, isso se fosse capaz de conseguir causar tal resposta. Era como se fosse impermeável a tudo o que a circundava, tendo perdido a capacidade natural e intrínseca à condição humana de comover pelo quer que lhe fosse apresentado sob a forma de um estímulo.

Deste modo, limitava-se apenas a observar de perto tudo o que acontecia, circunscrevendo-se ao desapego que era direcionado a tudo e todos naquele mundo… Com uma exceção. E foi precisamente o corpo móvel, terminantemente irrequieto e sempre em constante agitação que atraiu a sua atenção, as íris escuras prendendo-se à figura daquela que era a outra faceta de si, a faceta que o Deus das Muitas Faces permitira manter consigo não durante um breve momento ou até mesmo um dia completo, mas sim por todos os dias da sua vida, desde que tinha recordação da sua existência - o que acabava por não ser um grande indicativo, devido a fatores que condicionaram a sua memória e as recordações de uma vida passada que se-lhe apresentava tão próxima como algo atravessado por um véu, mas tão remotamente distante que um abismo infernal se interpunha entre a dita cuja, e a vida que levava atualmente. - Uh… é… - fez uma pausa mais longa do que se seria de esperar, permanecendo em silêncio enquanto a mente veloz procurava uma forma de processar aquele diálogo. Não estava habituada a interações humanas, nem mesmo quando estas eram entre si e aquela que podia ser considerada a continuação de si mesma. - É bom. Quer dizer… pareces.

A Sem Rosto nunca fora alguém de muitas palavras, muito menos detivera a capacidade de comunicação que a sua irmã possuía. Era quase como se, de entre as duas gémeas, tivesse sido determinado por comando divino que somente uma delas seria abençoada - ou amaldiçoada, vai-se lá saber - com tal dote, e a outra seria deixada com uma carência dessa mesma característica. No entanto, na mesma medida em que Azra era comunicativa, era também uma irrupção contínua de energia, alegria e vivacidade - em suma, tudo aquilo que o Deus das Muitas Faces decidira não atribuir àquela que trabalhava na sua mente tais considerações, transformando-as em opostos evidentes -, o que não era propriamente o ideal para alguém com a sua profissão, que levava a cabo um estilo de vida como o das duas. Por essas mesmas razões, a mulher de cabelo mais curto agia sobre a dupla como se se tratasse da mãe da outra, sendo a figura de autoridade que determinava a esmagadora maioria das decisões e ações tomadas por ambas. Isto quando a mais nova não insistia em impor os seus desejos infantis, como naquela ocasião em que um trabalho em prol da organização a que as duas pertenciam se tinha transformado num passeio recreativo ao massivo evento promovido pelos Valirianos.

A sua atenção centrou-se, então, no rosto que a outra usava no momento, assumindo a identidade bem como as características físicas da jovem que outrora matara. Colecionar rostos era um dos pontos fulcrais que tornavam o seu ramo de atividade tão singular quanto peculiar. A final de contas, não era algo normal andar com os rostos das pessoas que teriam, em tempos, padecido às suas mãos num saco de viagem, como se se tratasse de uma mercadoria qualquer que uma viajante faria questão de transportar consigo; pelo menos, não para todo e qualquer um que não fosse como as duas mulheres, que não tivesse passado pelo treinamento que quem desejava tornar-se num Homem Sem Rosto deveria passar e concluir com aproveitamento. Para os restantes, aquela era uma forma estranha de se viver. Para as duas assassinas, aquela era a única forma através da qual sabiam viver.

Avaliou bem o rosto da valiriana, capturando através da visão as suas características, desde as mais predominantes às mais ténues e insignificantes. Como qualquer pessoa de origem valiriana que se prezasse, a jovem possuía brilhantes e reluzentes íris púrpura, de um tom tão límpido, claro e intenso que transmitia a impressão de ser uma lente ao invés de um glóbulo ocular, a tonalidade subjugando todos aqueles que encontravam com o seu próprio olhar o olhar da mesma a um estado que beirava o transe, uma atração irresistível dominando cada partícula que formava o corpo do outro ser, atraindo de tal modo que nem a luz seria capaz de o fazer, no breu da noite, quando as traças eram guiadas pelos seus instintos animalescos. Os seus fios eram longos, tão longos que eram inclusive capazes de alcançar um comprimento considerável, caindo em cascata pelas costas eretas da bela mulher, e o seu brilho perolado era de uma predominância que não lembrava nada mais nada menos que platina em estado de fusão, líquida e efervescente, remexendo-se de cada vez que uma brisa soprava com tanta delicadeza que quase parecia ter receio de tocá-los, como se todo o seu ser fosse algo de divino, algo de inimaginável poder. As feições eram tão delicadas que podiam ser as de uma princesa - mesmo que no Império Valiriano não fosse conhecida a existência de tal título - mas, ainda assim, não mais do que as feições que Phaedra conhecia ainda melhor do que as suas próprias, o rosto que Azra mantivera como seu original mesmo sabendo que, na realidade, todos os rostos pertenciam ao Deus das Muitas Faces. E, se não pertenciam, acabariam por pertencer, mais cedo ou mais tarde. Valar Morghulis.

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Re: Festival das Quatorze Chamas

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