[RP fechada] - A Lion's cry

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[RP fechada] - A Lion's cry

Mensagem por Tytos Lannister em Ter Mar 27, 2018 12:14 am

A Lion's cry
RP fechada que começará com o post de Tytos Lannister, contando também com a participação dos demais membros da família Lannister. A ação ocorrerá durante o horário do café da manhã, numa das salas de jantar de Rochedo Casterly. Aparentemente uma refeição qualquer, exceto pelo fato de ocorrer um dia após o funeral de Leila Lannister, filha mais velha do rei que foi brutalmente assassinada. Está um tanto frio, o céu está tapado por nuvens negras, fato que colabora para um ambiente mais soturno.
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Re: [RP fechada] - A Lion's cry

Mensagem por Tytos Lannister em Ter Mar 27, 2018 1:55 am



A Lion's cry

O ar gélido arrepiou o corpo inteiro do rei, quando o mesmo abriu a janela de seus aposentos. O dia estava nada belo, nem mesmo o sol era visível. As nuvens negras indicavam um provável dia de chuva. O curto período de tempo que ficou contemplando o seu reino da janela bastou para que todo o seu corpo ficasse gelado, por fim moveu-se pelo longo cômodo até o seu armário, onde escolheu um traje na cor dos Lannister, e vestiu-o posteriormente a um banho morno. Já vestido, pôs suas mãos por alguns instantes perto do fogo da lareira que queimava, e então saiu de seus aposentos.

O castelo estava silencioso, até demais. Geralmente acordava antes da maioria, talvez tivesse exagerado naquele dia. Ou talvez todos ali ainda lamentavam o ocorrido. O velho leão provavelmente lamentava mais do que todos, contudo não demonstrava. As expressões em seu rosto, assim como um dia qualquer, não demonstrava emoção. Pareceria fraco se deixasse o sentimento tomar conta de si, e o leão não era fraco. Era forte. Além de que não adiantaria nada ficar lamentando algo que não poderia ser mudado, precisava se preocupar com outras coisas. Era necessário permanecer firme para manter a lealdade do seu povo, e para que todos os inimigos soubessem que deveriam temê-lo.

Seus passos curtos e cansados levaram-no até a sala de jantar do castelo. Sua reação com os serviçais dali, assim como era com todos os outros, foi de apenas ignorá-los. Preferia não perder tempo com simples serventes. A mesa era farta, esperado do castelo do rei do mais rico dos sete reinos. A longa superfície de madeira continha os mais diversos tipos de bebidas e alimentos. O que continha ali, provavelmente era capaz de sustentar várias dezenas de pessoas, contudo seria jogado fora depois do desjejum da família. Escolheu a cadeira da ponta, como já era de costume fazer. Todas as demais cadeiras estavam vazias, seus filhos preguiçosos não precisavam se preocupar com muitas coisas, então sobrava tempo para que pudessem dormir. Algo que certamente deveria mudar em breve. Serviu uma grande taça do melhor vinho disponível, e então começou a bebê-la vagarosamente.
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Re: [RP fechada] - A Lion's cry

Mensagem por Amora Lannister em Qua Mar 28, 2018 9:42 pm



A pena deslizou com destreza, formando a assinatura extremamente bem arranjada da princesa do rochedo. Os lábios rosados deixaram escapar um suspiro cansado, enquanto a princesa olhava para uma das janelas que o seu amplo quarto tinha. Do outro lado do vidro, conseguia ver a escuridão que as nuvens traziam consigo naquela manhã tão soturna. Amora estava exausta, não por não ter conseguido ter um sono revigorante, era normal que a princesa se abstivesse do sono para poder trabalhar, mas, desta vez, sua cabeça latejava e as pálpebras pesavam mais do que nunca na vida.

Levantou-se da cadeira e decidiu abrir a janela, para poder observar o mar que embatia com força nas altas rochas de sua tão preciosa casa. Amora sentou-se no parapeito da janela, sentindo a brisa gelada daquela manhã adentrar o quarto, passando por seu corpo completamente desprovido de tecido. Os longos caracóis dourados esvoaçaram ao sabor do vento, enquanto a mulher fechava seus olhos, apreciando os ventos como se fosse a última vez que os veria, como se aquele momento fosse uma dolorosa despedida.

Tal como a do dia anterior.

Os pensamentos levaram-na a abrir os olhos novamente, aterrorizada. Aos poucos, Amora lembrava-se da situação em que sua família se encontrava e lágrimas vieram aos olhos azuis como o céu outrora fora. Momentos depois, veio um riso, um riso de desprezo para consigo própria. Apressou-se a limpar as lágrimas com as costas da mão, prometendo a si mesma que não voltaria a chorar. Leila detestaria ver sua irmã naquele estado.

Duas batidas na grande porta de madeira encheram o quarto silencioso, Amora apressou-se para fechar as janelas para poder dar a ordem para que a sua aia entrasse. A mulher adentrou o cômodo com um sorriso incomum, um sorriso, que dada a situação, era de completa pena. O sangue da Lannister borbulhou em raiva em um instante, ao sequer imaginar que uma simples serva tivesse a insolência de sentir algo tão desprezível em direção à sua soberana. Os olhos escuros da criada, no entanto, surpreenderam-se com a vista que tivera. Primeiro, fixara-se na sua senhora sentada à janela, completamente nua e de braços cruzados, olhando para si com completa aversão. Logo depois, fixou-se na figura deitada na cama.

Banho. — Relembrou a Lannister, atraindo a atenção da criada para si novamente. — Rápido, idiota.

Enquanto a outra despachava-se a cumprir a ordem de Amora, a loira olhou para Allar, completamente estirado na gigantesca cama decorada com as melhores sedas vermelhas do país. Revirou os olhos enquanto se levantava do parapeito e jogava um dos cobertores em cima do seu espada, evitando que outros olhares curiosos pudessem se aproveitar da estupidez do dornês. Amora não tencionava partilhar Allar com ninguém com o sangue tão sujo como o de uma criada que deveria estar ali apenas por agradar um punhado de soldados inúteis.

Foi até ao seu banho e deixou-se relaxar enquanto algumas outras criadas lavavam seus cabelos. Decidiu vestir um vestido carmesim naquele dia, jamais colocaria alguma outra cor que não fosse a de sua casa em um momento como aquele; vestir negro seria como mostrar que sua família estava fragilizada pela morte de Leila. Ordenou às criadas que deixassem o cabelo da princesa solto e, num instante, estava preparada para um bom café da manhã ao lado de sua adorada família.

Como ensinara a cada uma delas, as aias se puseram em fila indiana, formando um corredor para Amora passar para chegar à porta, todas elas fazendo pequenas vénias assim que a princesa passava. Amora abriu a porta, mas virou-se antes de sair.

Deem um banho nele quando acordar, digam que eu o dispenso por hoje. E sim, já conhecem a história: nem uma palavra sobre a presença dele nos meus aposentos ou arrancarei suas línguas. Tenham um bom dia.

Saiu do quarto e, em passos calmos, andou até ao grande salão para poder ter sua primeira refeição do dia. Demorou algum tempo para lá chegar mas não se surpreendeu a ver apenas seu pai sentado na ponta da farta mesa. Os criados estavam distribuídos pela sala, longe da família real; ninguém os perturbaria tão cedo. Ao se aproximar do progenitor, Amora notou que o homem bebia vinho. Sem qualquer temor, tirou a taça das mãos do pai e a pôs no tabuleiro de um criado que passava para a cozinha.

Meu pai, já lhe disse para não tomar vinho tão cedo. Pensei que o Meister tinha sido claro sobre a sua saúde. — Com aquelas palavras, sentou-se à mesa enquanto outros membros de sua família adentravam no local. — Não pode viver muitos anos se não se cuidar.


(C) soph

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Re: [RP fechada] - A Lion's cry

Mensagem por Maynard Lannister em Ter Abr 03, 2018 10:49 pm

Roar

not that easy

Levemente e morosamente as pálpebras do homem abriram-se, dando lugar aos olhos cor de céu característicos do mesmo. O seu desejo era de ter continuado a dormir mais umas horas porque, pelos vistos, havia abusado bastante na noite anterior, tendo como consequência uma enorme dor de cabeça. A verdade que Maynard não queria admitir era que estava a cada dia mais velho e já não era o jovem de antigamente, por vezes um copo ou outro a mais podia ser o suficiente para uma ressaca forte. Com uma dor de cabeça e os olhos um tanto mais pesados que o normal, o Lannister dirigiu-se até à campainha utilizada para alertar os criados. Ainda desprovido de roupas abriu a janela e deparou-se com um tempo de merda, como o próprio diria. O vento gélido soprava e beijava a pele do loiro, tornando-a arrepiada. As nuvens cerradas e carregadas preenchiam o céu, tapando todos os raios solares e tornando o Rochedo um lugar inóspito, desprovido de alegria, sombrio. Certamente que em breve o local seria preenchido pelo choro das brumas deprimidas, condizendo um pouco com o espírito que se fazia sentir nos últimos dias. Depois de observar o exterior, cerrou a janela e dirigiu-se para a banheira já com a água fervilhando, a fim de tomar o seu banho matinal. Viver no seio de uma família abastada era algo de outro nível, podia pedir tudo o que quisesse aos seus servos que eles fariam por ele, mesmo até os afazeres mais chatos.

- Podem deixar o quarto. - disse secamente para os presentes que se retiraram de imediato. O Westerosi entrou para a banheira e ficou curvado, refletindo sobre os acontecimentos recentes enquanto se banhava. Lidar com a morte de um familiar não era fácil para ninguém, nem mesmo para Maynard que se mostrava sempre bastante apático e distante de tudo. Era estranho como de um momento para o outro a pessoa era descartada totalmente da sua vida e, não havia possibilidades de voltar a vê-la, tocar-lhe ou falar com ela. A sua cabeça estava num turbilhão de pensamentos envoltos em memórias da sua irmã mais velha.
O homem levantou-se da banheira e secou-se à toalha. Estava na hora de esquecer tudo aquilo, para além de só lhe provocar dores de cabeça, não levava a lado nenhum. Tirou do alto armário de madeira as vestes mais escuras que tinha, de um tom vermelho e dourado, típico da sua casa e vestiu-as.

Rapidamente o Leão se locomoveu até à sala onde serviam as refeições e onde os Lannister, consequentemente, comiam. A fome era imensa e já estava na hora de quebrar o jejum. Ao entrar na sala deparou-se com a habitual mesa repleta da maior diversidade de comida, feita pelos melhores cozinheiros de Westeros.
- Tolices, querida irmã.  - proferiu ao ouvir a conversa entre Amora e Tytos de longe. - Todos sabem que vinho é um bom remédio e enrijece um bom homem, faria muito bem ao nosso pai.  - sentou-se, fez um gesto com a mão pedindo por uma taça de vinho e esperou que o resto da família se juntasse a eles.
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Re: [RP fechada] - A Lion's cry

Mensagem por Helaena Lannister em Qua Abr 04, 2018 6:54 pm

A Lion’s Cry
O dia havia amanhecido tão cinzento e sombrio quanto o clima no castelo sede dos reis do Oeste. A família Lannister havia acordado naquela fatídica manhã digerindo os eventos recentes acerca da primogênita do Rei Lannister, a rainha Leila Hoare, outrora a princesa Leila Lannister. O luto vinha seguido da inconformação perante a morte tão precoce da mulher, já que não era esperado que um tão próspero e feliz casamento pudesse acabar em tamanha desgraça.

Entretanto, a morte de Leila não afetou quase em nada a rotina da quarta filha nascida entre os Lannisters. Helaena quase não se lembrava da irmã mais velha e as poucas lembranças que tinha era de uma mulher tenaz e muito inteligente que os visitava sempre que podia, mas que preferia a companhia dos mais velhos e pouco dava atenção aos mais novos.

O desjejum matinal era a parte do dia onde todos os Lannisters se encontravam presentes e no dia seguinte ao funeral da irmã, Helaena temia que o clima triste e silencioso do luto estragasse a sua fome. As criadas adentraram o quarto enquanto ela se levantava da cama, Helaena não era tão rude quanto Amora, mas tampouco tolerava incompetência, de modo que suas criadas eras as mesmas desde sua tenra idade, com poucas mudanças desde então. As criadas preparam o banho de Helaena com os mais perfumados aromas e lhe vestiram com um belo vestido de uma tonalidade neutra, porém bonita aos olhos.

Ao adentrar a sala onde se faziam as refeições, Helaena apenas encontrou o senhor seu pai e os mais velhos sentados a mesa. Chegou a tempo de ouvir Amora repreender o pai sobre beber vinho e Maynard defender o velho leão, praticamente o chamando de impotente. Helaena sentou-se calada ao lado de Amora e enquanto esperava um dos criados servir o seu desjejum, resolveu expor um pouco a sua opinião.

— Vocês deveriam se preocupar com coisas mais urgentes do que um homem e seu vinho. – ela iniciou e olhou para a irmã com um olhar complacente. — Só estou tentando dizer que ao invés de estarmos sentados digerindo o luto, o senhor meu pai, já deveria estar no castelo dos Hoare procurando notícias sobre os assassinos de Leila.  – ela murmurou sem muita entonação na voz, sabia que estava brincando com fogo ao iniciar uma conversa tão tensa logo pela manhã, mas ela não conseguia se conter e sabia que iria ouvir coisas de seu pai por estar insinuando que ele estava de braços cruzados perante a morte da filha, mas Helaena simplesmente não podia ficar quieta e iria continuar a falar, mas foi interrompida por uma das criadas que trazia pão e algumas frutas. Helaena lhe lançou um olhar furioso e a dispensou com um aceno de mão. — Alias, por falar nos Hoare, há alguma notícia de Harmund?  – ela perguntou pelo sobrinho incompetente, um homem que um dia seria rei não soube nem ao menos defender a mãe ou a si mesmo.
Hear Me Roar With Proud And Fury;

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