[RP fechada] The Lawless One

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[RP fechada] The Lawless One

Mensagem por Maris Storm em Qua Mar 28, 2018 10:48 pm

The Lawless One
RP fechada, que começará com o post de Maris. Participam apenas Maris Storm e Dennis Braund. Estamos no início do ano 114AC, alguns meses antes dos acontecimentos presentes. Há uma chuva violenta em Pyke, mas tais condições climatéricas são irrelevantes para os dois protagonistas, que estão no momento com os pés bem assentes no interior de uma taberna em Pyke. Por muito que o título de mulher pirata não seja bem visto para Maris, esta mantém-se relativamente calma, até uma afronta que não pode deixar passar impune, razão pela qual Enthos (por outras pessoas conhecido como Dennis) lhe oferece os seus serviços.

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Re: [RP fechada] The Lawless One

Mensagem por Maris Storm em Sab Mar 31, 2018 1:55 am


drink up me 'earties yo ho
Os copos chocaram um contra o outro, fazendo o fluído neles presente balançar como a água balançava contra o seu navio e, da mesma forma, molhou algo. No caso, foi a camisa de Maris. O álcool no sangue, contudo, tornava tudo irrelevante, incluindo, é claro, aquele pequeno detalhe. O riso foi a única resposta e, logo de seguida, já tinha um dos corpos colado aos lábios, fazendo-a ingerir mais um pouco do hidromel. Já se esquecera da mancha que provocara na própria roupa. Os pés deslizaram pelo chão, enquanto percorria o caminho de volta à sua mesa e atirou o próprio corpo no assento, ali deixando que este repousasse. — Ah, uma noite na terra de vez em quando sabe tão bem. — Voltou a ingerir mais da bebida, sentindo o ardor que esta provocava no seu corpo. Começou até a cantar uma música de pirataria e ganhou atenção para si mesma, não pela voz, mas pela letra. Um homem surgiu à sua frente, olhando-a de cima a baixo. Dos seus ombros pendia um manto de pelo, captando a atenção de Maris, que o percorreu com o olhar. Aquilo enojou mais ainda o homem, cujo lábio superior se ergueu numa expressão do desprezo sentido. — Uma mulher a cantar música de piratas? Que piada de mau gosto. — Os olhos da loira estreitaram-se de imediato e as costas endireitaram-se, a diversão desaparecendo do rosto para dar lugar a um par de sobrancelhas franzidas e lábios entreabertos, dos quais se notavam os dentes prontos para morder o intrometido. Nem mesmo os homens atrás daquele, claramente guardas, lhe deram algum bom senso quanto às suas próximas ações.

É o quê? Algum problema com isso? — A cadeira na qual se sentava rangeu ao levantar-se, o ruído atraindo a atenção de várias das pessoas à sua volta. O homem lançou o típico insulto de “puta” e ergueu a mão, o vilipêndio ainda visível no seu semblante, enquanto esta atravessava o ar para encontrar o rosto alvo da loira, que passou antes para uma cor escarlate. O impacto provocou um pequeno rasgo na bochecha, quase impercetível, não fosse o espesso fluído escarlate que surgiu no mesmo. Pior que isso foi o rasgo no seu ego; esse não era nada pequeno. A pirata estava prestes a esmagar uma cadeira naquele rosto presunçoso. — O que é que vais fazer? — Questionou, ao mesmo tempo que os seus guardas davam um passo em frente, cobrindo e protegendo o seu soberano. — Bem me parecia. Pirata, pff. — Na sua voz era tangível que aquilo era como uma piada para ele, como dissera há pouco. Ainda assim, o punho fechado da Storm tremulava, enquanto esta ia mirando o seu alvo. Todavia, foi impedida. Aquele mesmo punho estava com vontade de se dirigir antes ao responsável, mas controlou-se e viu antes quem era, encontrando um par de olhos azulados. — E você é…? — A mão sacudiu-se, numa tentativa de afastar o formigamento nesta existente. A ira era tal que sentia mesmo a vontade de partir a cara de alguém, e a pulsação acelerada refletia-se na audível respiração descompassada. Tanto o corpo quanto a mente de pirata implorava por uma batalha em defesa própria.

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Re: [RP fechada] The Lawless One

Mensagem por Dennis Braund em Sab Mar 31, 2018 7:13 pm



Estava sentado no canto da taverna, como sempre costumava fazer. Observava ali os bêbados e obscuros, observando o ambiente e, quem sabe, conseguindo um novo contrato. Pyke era uma cidade bastante peculiar, cheia de piratas e navegantes, então esses locais costumavam ser bastante animados, perdendo apenas para os prostíbulos. Afinal, o que esse tipo de gente mais gostava de fazer era beber e satisfazer suas necessidades sexuais. Se conseguissem os dois ao mesmo tempo, melhor ainda.

Com isso, vinham as brigas. E das brigas vinham as oportunidades. Afinal, pessoas raramente perdoam quem lhes estraga seus momentos de diversão, especialmente se for de alguma forma humilhante. E era o que estava prestes acontecer.

Meu olhar se direcionou a uma mulher que parecia ser uma pirata, dada a música que estava cantando. Tinha um certo nível de embriaguez já, e na direção dela caminhava um homem deveras rico. Devia ser um comerciante local, ou um nobre. O olhar trocado entre os dois exalava tensão, especialmente com a primeira frase trocada, a qual consegui ouvir:

- Uma mulher a cantar música de piratas? Que piada de mau gosto.

Isso pareceu irritar muito a pirata. Como havia dito, ninguém gosta de ter sua diversão interrompida. Ela estava feliz, cantando alegremente, até esse senhor aparecer para estragar a festa. Uma coisa que ela não parecia estar tomando em conta eram os guardas atrás dele, preparados para trucidá-la se necessário. O álcool fervia em suas veias com certeza, dando-lhe uma coragem que sobrepôs sua razão, ao responder com uma expressão agressiva enquanto se levantava:

- É o quê? Algum problema com isso?

Me levantei também, silenciosamente me aproximando da briga que estava próxima de acontecer. A pirata era uma cliente em potencial, e se ninguém a parasse (e ninguém o faria, queriam mais ver o circo pegar fogo), podia ser presa ou até morrer. Enquanto me aproximava, ouvi o insulto mais covarde possível ser dito, e as costas da mão do homem atingir a bochecha da mulher, abrindo um leve corte devido as joias que estavam em seus dedos. E um dano ainda maior a sua honra. Ele, então, se escondeu atrás de seus guardas ao responder:

- O que é que vais fazer? Bem me parecia. Pirata, pff.

Me apressei, vendo-a fechar o punho e o levantar, pronta para fazer a pior decisão de sua vida. Cheguei na hora exata em que ia o mover para a frente, o segurando com firmeza, sentindo a tensão que causei, a raiva dela se transferindo para mim. A vi se virar, esquecendo-se do nobre, que se afastou, rindo com seus guardas. Olhou diretamente em seus olhos, e através dele percebi o estado de embriaguez e fúria que a tomava, que também se expressou em sua voz:

- E você é...?

Soltei a mão dela, em um gesto de confiança, embora percebesse que estava prestes a tentar me esmurrar por tê-la impedido. Estava furiosa. Respondi:

- Enthos, e acabei de te impedir de fazer a pior decisão da sua vida. Venha tomar um rum comigo, posso lhe ajudar a resolver esse problema de uma maneira muito melhor.

Meu olhar continuou diretamente nos olhos dela, mantendo o contato visual. Tentava passar uma expressão de confiança, para transmitir a ela que não estava brincando. E que também não a agrediria. Me virei então, fazendo um sinal para um dos serviçais, pedindo rum para nós dois, enquanto caminhava em direção a mesa que estava sentado antes, sabendo que a pirata viria comigo.

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Re: [RP fechada] The Lawless One

Mensagem por Maris Storm em Seg Abr 09, 2018 9:41 pm


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Os ombros baixaram pouco depois de ter a mão solta. Todo o corpo permitiu-se a relaxar, embora permanecesse alerta. A voz do homem veio calma, sem demonstrar nem um pouco de preocupação com a estância assumida pela ruiva, que certamente ia acabar esmurrando alguém naquela noite. Algo talvez até típico em muitos piratas era aquela incapacidade de manter a fúria controlada. Tinha tendência a explodir como um vulcão. A pretensão nas palavras do homem não serviu para acalmar a pirata, muito pelo contrário. Os olhos da cor do mar permaneceram no homem por mais uns momentos, vagueando a sua figura escura — algo que certamente o fazia passar despercebido onde quer que fosse —, até lhe dirigir a palavra. — A pior decisão da minha vida? Dificilmente, Enthos. Aquele cu de ouro está a querer levar porrada, claramente. Eu ia dar-lhe de livre vontade… — Ainda assim, supôs que seria ele a pagar o rum e, por isso, seguiu-o quando este pediu a um dos serviçais pela bebida. Não antes, é claro, de lançar um último olhar feroz ao mesmo homem de há pouco. Não se esqueceria dele. Os olhos do homem também estavam nela, nos seus lábios um sorriso que só piorou o vulcão dentro de si. O sangue ainda borbulhava nas suas veias, todavia, esforçava-se para acalmar o corpo que tremia, desejando soltar toda aquela energia. Não sabia quanto mais tempo ia aguentar sem partir alguma coisa. Na sua bochecha, ainda ardia a estalada de há pouco. No seu lugar, ficara uma marca avermelhada, uma mancha que só a lembraria de há pouco. Caso conseguisse ver o seu reflexo, não havia dúvidas de que a bomba detonaria.

A ruiva tomou o máximo de lugar possível na sua cadeira, as pernas abertas e os braços apoiando-se na mesa de forma a ter a caneca sempre ao seu alcance. Por muito que a Storm conseguisse até ser uma pirata feminina, em certas ocasiões, não deixava de ser uma pirata que reclamava tudo o que podia para si mesma. Não demorou muito tempo para que ela abordasse o estranho. — Não sou nenhuma puta, então não é por me pagares um pouco de rum que vais conseguir algo comigo. Terás mais sorte num bordel. Se bem que admito que a qualidade do serviço não seria a mesma… — Deu de ombros, a ira que a alimentava podia facilmente ser usada na cama, mas, por enquanto, não estava com vontade para tal. — O que é que você quer, afinal? Qual a sua merda de motivo para me impedir de dar um soco naquele cu ali atrás? E só para que saiba, não vou pagar por esse rum. — Pegou na sua caneca, agitando o líquido lá dentro. Notou o quão leve esta já se encontrava. Quando é que o rum desaparecera?

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Re: [RP fechada] The Lawless One

Mensagem por Dennis Braund em Qui Abr 12, 2018 3:56 am



A pirata pareceu ficar um pouco menos tensa após eu soltar sua mão. Ainda assim, parecia prestes a explodir igual um estoque imenso de fogovivo ao lado de uma simples vela. Ainda assim, me virei e caminhei na direção da mesa após falar. Sua resposta veio algum tempo depois, atrás de mim:

- A pior decisão da minha vida? Dificilmente, Enthos. Aquele cu de ouro está a querer levar porrada, claramente. Eu ia dar-lhe de livre vontade…

Não evitei o sorriso que surgiu, oculto pela sombra de meu capuz. Era um jeito bastante interessante de se referir ao meu provável novo alvo. Sentei-me na mesa e vi a mulher borbulhando de raiva se aproximar e se sentar como se fosse um homem. Havia estilo naquilo, não iria negar. Fiz um sinal para que trouxessem o rum, que logo veio. Ouvi ela finalmente quebrar o silêncio:

-  Não sou nenhuma puta, então não é por me pagares um pouco de rum que vais conseguir algo comigo. Terás mais sorte num bordel. Se bem que admito que a qualidade do serviço não seria a mesma… - A vi dar de ombros. Não esboçava nenhuma reação. Tomou um grande gole do conteúdo de sua caneca, sem perceber. - O que é que você quer, afinal? Qual a sua merda de motivo para me impedir de dar um soco naquele cu ali atrás? E só para que saiba, não vou pagar por esse rum.

A vi pegar o recipiente de novo e o agitar, visivelmente bêbada e ainda com a fúria queimando dentro de si. Ótimo. Era hora de fazer a proposta, entretanto tinha que mostrar que não estava brincando. Me lembrei de quando a pirata havia chegado e, já bêbada, dito seu nome com orgulho para o homem no balcão ao pedir mais uma dose.

- Maris Storm, não quero seu sexo, embora não vá negar se o oferecer, é claro. - Provoquei de leve, mas o foco da minha fala estava no fato de eu saber seu nome e quem era ela. - Ouvi o que contou e cantou sobre suas viagens e seus saques bem sucedidos. Sei que estou lidando com uma pirata que nem de longe merece o que o cu de ouro - decidi usar também esse tratamento, como codinome - lhe fez. Pois lhe digo o que eu quero.

Peguei a caneca e tomei um gole de rum, sentindo o líquido descer quente pela minha garganta. Me aproximei um pouco dela, para poder falar mais e para que também pudesse ver minha expressão dentro do capuz, meus olhos fixos nos dela. O tom de voz, sem expressão nenhuma, era baixo, de modo que apenas Maris ouviria.

- Ele não merece apenas uma boa surra. Ele merece morrer. E eu sou capaz de dar a ele o que merece. O cu de ouro merece receber toda a sua ira e sofrer lentamente, humilhado cada vez mais a cada momento, até implorar por misericórdia. A qual não vou dar.

Me afastei novamente, pegando o copo e tomando mais um gole do rum, meu rosto voltando a ficar oculto na sombra criada pelo capuz. Agora que havia me revelado como um assassino e tinha oferecido meus serviços, restava a pirata decidir se sua ira era grande o suficiente para me pagar, da forma que fosse, para punir aquele que a havia humilhado. As cartas estavam sobre a mesa, esperei sua resposta.

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